A música de oito minutos que abre o álbum, “La Fille De La Mort”, colocou The Young Gods acima da média de seus congêneres da música industrial. Para começar, deve ser a única música do gênero gravada em compasso de valsa, utilizando samples de acordeões de Weimar no estilo boulevard antes de se transformar em um furacão psicodélico de ruído orquestral para então chegar a um loop de cordas em pizicato sustentado por patterns de bateria conflitantes. A banda iria explorar o seu fascínio pela música berlinense do período do pré-guerra no disco de 1991, The Young Gods Play Kurt Weill. Os momentos mais bizarros são equilibrados por faixas furiosas no estilo do Ministry, como “Longue Route” e “L’Amourir”. Este último era um single que tinha sido lançado separadamente e foi acrescentado apenas a versões posteriores do disco. Em outras faixas, como “Crier Les Chiens”, o líder do grupo, Franz Treichler, usa a sua voz como um instrumento, seus guinchos e gritos por vezes lembrando o canto de um pássaro – uma técnica que viria a ser muito utilizada por bandas de black metal anos mais tarde.
O nome do grupo foi inspirado numa música do The Swans, e foi um sonho tornado realidade o fato de terem convencido o sócio de Michael Gira, Roli Mosimann, a produzir o álbum. Em vez de fazer o mesmo que muitos outros na cena de música industrial da época, levantando o volume até o seu limite, Mosimann deixou muito espaço aberto, permitindo que as complexas baterias e guitarras pulsantes criassem camadas de som sobrepostas. A capa mostra o logotipo do The Young Gods sobre um fundo vermelho sangue.





