D.O.A. Third And Final Report gerou polêmica assim que foi lançado – como, em geral, acontecia com o Throbbing Gristle – por conta de sua capa provocativa, que trazia uma foto feita por Genesis P-Orridge, durante férias na Polônia, na qual a filha de uma amiga deixava à mostra a calcinha, enquanto brincava.
Suas anedotas artísticas, como a de acelerar “United” para que a faixa ficasse com apenas 16 segundos, tinham também alguns momentos de esplendor musical. A bela “Weeping”, de P-Orridge, está à altura de Jim Morrison ou Ian Curtis. “AB/7A”, de Chris Cartes, é um excelente tributo ao Abba, no estilo do Kraftwerk. A angustiante “Hamburger Lady” uso o ruído de um aspirador de pó psicodélico, a partir de um sintetizador, para criar um ambiente frio e sombrio, no qual se desenrola a história de uma vítima de um incêndio. “Death Threats”, tirada diretamente da secretária eletrônica do Throbbing Gristle, é uma mostra clara da fama do quarteto na época. Sua impressionante performance ao vivo foi documentada no impactante Wall Of Sound. Ao longo do disco, a falta de habilidade técnica da banda é compensada pelo uso inventivo de equipamentos eletrônicos e de gravação, por computadores primitivos e por técnicas ancestrais de sampling. Embora tenha se separado de forma amarga, em 1981, o Throbbing Gristle exerceu tremenda influência em grupos como o Depeche Mode e o Nine Inch Nails e nos inovadores da música eletrônica, como Carl Craig e Andrew Weatherall. Por conta disso, a banda se reuniu para um show triunfal, em 2004. Mesmo assim, este álbum se mantém como seu legado mais valioso.






