Depois da fraca recepção de Starsailor, Buckley esperou um pouco mais antes de gravar Greetings From L.A.. Nesse meio-tempo, aos 25 anos, ele começou a absorver as influências do jazz, funk e R&B. O compositor deixou de trabalhar com seu parceiro habitual, Larry Beckett, e passou a tocar com outros músicos que podiam se enquadrar em sua nova visão musical. Isso, somado à paixão de Buckley pelos filmes de blaxploitation, o levou a fazer um álbum carregado de sexualidade, o que significava uma enorme mudança em sua imagem de trovador ingênuo.
“Move With Me” começa com pianos alegres e trompetes menos nítidos. O vocal rude de Buckley – que, pela primeira vez, usou o contraponto de um backing vocal feminino – deita e rola nesse conto sobre sexo casual. “Get On Top” traz gemidos orgásticos, ranger de camas e ágeis riffs de jazz que lembram L.A. Woman, do The Doors. “Sweet Surrender” é marcada pela produção de Jerry Goldstein, que coloca a interpretação máscula e gritada de Buckley sobre um dolorido arranjo de cordas, como em seus trabalhos anteriores com o War. “Nighthawkin’” mostra um Buckley mais lascivo do que nunca, caçando mulheres a bordo de um táxi. “Devil Eyes” tem teclados sombrios, enquanto a faixa que encerra o disco, “Make It Right”, é uma desvairada celebração da luxúria que leva a um clímax atordoante.
A capa é um cartão-postal de Los Angeles coberta por uma névoa espessa de poluição. Na contracapa, dois retratos de Buckley com uma máscara de gás. “A mensagem que a capa tentava transmitir era a de que, mesmo nessa atmosfera horrível, pode haver uma intensa atividade musical”, afirmou Buckley em entrevista à Melody Maker. O álbum mostrou que ele estava absolutamente correto.













