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Arnaldo Antunes revisita 30 anos de carreira com “Acústico” e confirma shows com Titãs

Em 2012, Arnaldo Antunes completa 30 anos da carreira iniciada nos Titãs e quer incluir nas comemorações shows ao lado de sua ex-banda. Enquanto a banda de rock tem excursionado com a turnê “Cabeça Dinossauro”, o cantor e compositor acaba de lançar o seu “Acústico MTV”, em que revisita momentos de toda a sua trajetória. Mas o ex-Titã confirmou que, no segundo semestre, vai subir aos palcos com os ex-companheiros de estrada Sérgio Britto, Paulo Miklos, Tony Bellotto e Branco Mello.

“Vai ser uma grande oportunidade de matar saudades”, disse Arnaldo em entrevista por telefone. Ele aceitou participar de alguns shows dos Titãs previstos para o segundo semestre. “Quando saí dos Titãs senti que foi um recomeço da minha carreira, aos poucos fui conquistando um público próprio, mas os Titãs sempre serão representativos na minha carreira”, pontuou.

Com produção de Liminha, o “Acústico” promove um passeio pelo repertório de Antunes. Para ele escolher as 22 canções do projeto “foi um processo lento”. “Tive o cuidado em criar uma síntese, quis passar por momentos distintos, por isso tem Titãs, Tribalistas e músicas da carreira solo. Quis fazer uma releitura original, que ficasse legal”, comentou o cantor sobre hits como “Comida”, “Passe em Casa” e “Socorro”.

Arnaldo aproveitou o projeto para “se dar a oportunidade” de cantar canções famosas por outros artistas, mas que sempre gostou, caso de “Alma”, composta por ele para Zélia Duncan e “Pop Zen” dos Lampirônicos.

O “Acústico” é o quarto trabalho de Arnaldo no formato “ao vivo”. “Sempre gostei muito de fazer show, sinto que é uma comunicação direta com o público. Acho que os discos ao vivo são diferentes por terem essa vibração. Fiz o ‘Go Back’ com os Titãs e depois demorei para voltar ao formato, não por falta de desejo”, contou.

Para o músico, um disco “ao vivo” não é diferente dos demais que compõem uma discografia, mas garantiu que evita o simples “show gravado”. “Gosto de criar situações originais, de procurar saídas diferentes para o registro”, opinou ele que dessa vez canta em um cenário que imita um circo.

Aos 52 anos, Arnaldo afirmou que continua de olho nas novidades musicais. “Eu ouço música em todas as ocasiões, gosto de ouvir quando estou cozinhando. Agora comprei uma vitrola e tenho escutado vinis. Gosto de ver o que está acontecendo, o que me apresentam. Troco muito com os meus filhos”, contou ele que vê em Marcelo Janeci um dos grandes nomes do atual cenário da música brasileira.

“O Jeneci é um grande músico, toca comigo há algum tempo, também compomos juntos quando estamos na estrada. Acho o CD dele um trabalho lindo”, elogiou Arnaldo que além de Jeneci conta com Betão Aguiar, Chico Salem, Curumin e Edgar Scandurra na banda que o acompanha na turnê do “Acústico MTV” que passa neste final de semana pelo Circo Voador, no Rio.

No segundo semestre de 2012, Arnaldo planeja a reedição do livro “40 Escritos” e também o lançamento de “Outros 40 Escritos’, uma espécie de continuação do primeiro. “São comentários meus sobre o trabalho de outras pessoas”, disse o cantor.

Fonte: Uol.

 

 

A volta do dinossauro

Titãs leva Cabeça Dinossauro aos palcos e reafirma desejo de juntar ex-integrantes

“Dá vontade”, revela Paulo Miklos sobre a aguardada reunião do Titãs. “Já tem uma ansiedade em torno disso. Nossa também.” A banda fala com os ex-integrantes sobre tocar juntos em um show comemorativo. A ideia ainda é restrita a bate-papos informais.

“Atualmente, a gente está em uma outra esfera. Cada um tem sua agenda”, diz Miklos, referindo-se às carreiras deles e dos antigos parceiros. “A disponibilidade de todo mundo tem que casar até que a gente possa confirmar qualquer coisa.” Ele acha engraçadas as especulações, como as ocorridas depois de em um show em Manaus. “Falei de nosso desejo e pronto: no dia seguinte neguinho publica algo como a volta da banda em formação original.”

Além desse possível reencontro, outras celebrações estão reservadas para 2012. A primeira delas é a série de oito shows, em março, no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O Titãs vai tocar a íntegra do aclamado Cabeça Dinossauro (1986). “Com o repertório desse disco a gente volta à nossa sonoridade original”, conta o músico. A ordem das faixas não vai ser alterada nos shows. “A graça é essa. A gente sempre curtiu fazer discos conceituais”, ele afirma.

Fora o disco, músicas que ajudaram na concepção dele e outras fortemente influenciadas pelo trabalho (como “Será que É Isso que Eu Necessito”, de Titanomaquia), entrarão no set list. Miklos se anima e revela o convite para levar esse show a Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades. “A gente vai tentar levar até um pano de fundo parecido com o show da época, com todas aquelas peles e tal.”

Fonte: Rolling Stone.


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