Tom Petty And The Heartbreakers chegou aos 20 Mais na Inglaterra e vendeu muito bem na França e na Alemanha, antes de os Estados Unidos se darem conta da existência da banda, que ficou sem o reconhecimento em sua terra natal durante muito tempo. O grupo bebeu tanto nos Byrds (o som clássico da guitarra de Mike Campbell) como em Bob Dylan (a interpretação áspera e cortante de Tom Petty; ele e Mike, mais tarde, se juntariam aos Travelin’ Willburys), mas acrescentou uma energia new wave a canções que (com duas exceções) foram escritas em apenas uma tarde e gravadas na mesma noite. “Tudo parecia novo e excitante, por isso eu quis que o material fosse também muito novo”, contou Petty. Até o líder dos Byrds, Roger McGuinn, se rendeu e gravou, depois, a faixa final deste álbum, “American Girl”.
Petty e seu colega de gravadora Dwight Twilley estavam competindo ombro a ombro pela glória. Ambos combinavam refrões fáceis e melodias pop com o excesso de guitarras, mas Petty ganhou a disputa porque fazia um rock mais pesado (neste disco, Twilley faz backing vocals em “Strangered In The Night”). Na verdade, comparado a Nils Lofgren – que tocava com Neil Young e com quem fez uma turnê pela Inglaterra -, Petty parecia punk. Havia ainda um toque de presunção, no estilo dos Rolling Stones e dos Animals, o que pode explicar porque os ingleses foram os primeiros a se interessar pela banda.
As músicas do álbum foram, mais tarde, regravadas por artistas diversos como Lew Lewis (“Hometown Blues”) e Suzi Quatro (“Breakdown”). Petty continuou com o que chamava de “the big jangle” (“o grande barulho”) até o LP Southern Accents, de 1985, quando deixou Dave Stewart, do Eurythmics, alterar a fórmula.






