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“That’s The Way Of The World” do Earth, Wind And Fire

Poucos se lembram do filme. Dirigido por Sig Shore, That’s The Way Of The World contava a história de um produtor dividido entre o desejo de lançar uma nova banda e a obrigação de seguir as ordens e gravar um sucesso comercial fácil. Harvey Keitel, que tinha acabado de atuar em Alice Não Mora Mais Aqui, fez o papel do produtor, e a banda era interpretada por um grupo jovem de soul, com alguns hits menores em seu currículo. O filme não emplacou, mas a trilha sonora foi um blockbuster, levando o Earth, Wind And Fire de uma relativa obscuridade ao topo das paradas de singles e de álbuns nos Estados Unidos.

Apesar do papel de novatos que tinham no filme, eles não eram estreantes. That’s The Way Of The World era o sexto álbum do grupo (sétimo, se incluirmos a música que a banda fez para o filme de blaxploitation Sweet Sweetback’s Baadasssss Song). nenhum entrou nas paradas, mas a presença extravagante nos palcos mostrava que a banda acreditava em seu trabalho. Do balanço irresistível de “Shining Star” aos seis minutos corridos de “See The Light”, essa confiança transparece na música: um híbrido maravilhoso de soul, disco, funk e ritmos latinos, liderado pelo baixista Verdine White, mas dominado mesmo pelos arranjos vocais e de metais do líder Maurice White. As letras são, em geral, fáceis – “Loving is a blessing / Never let it fade away” é um verso típico -, mas o entusiasmo da interpretação de Philip Bailey é difícil de superar. Vários álbuns fantásticos e meia dúzia de enormes sucessos se seguiram a este disco, entre eles “Boogie Wonderland”, “After The Love Has Gone” e “Fantasy”, mas este trabalho representou o melhor momento do grupo.

Shining Star: YouTube Preview Image

That’s The Way Of The World: YouTube Preview Image

Africano: YouTube Preview Image

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