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Yes vem ao Brasil em novembro para único show em SP

O Yes vem ao Brasil no final de novembro para um único show. A banda de rock progressivo vai se apresentar no dia 28 daquele mês em São Paulo, no HSBC Brasil, a partir das 21h.
Os ingressos estão à venda por R$ 80 (setor 3), R$ 100 (cadeira alta), R$ 140 (setor 2), R$ 180 (setor 1 e frisas), R$ 200 (setor vip) e R$ 250 (setor super vip e camarote), e podem ser comprados no site www.ingressorapido.com.br e na bilheteria do local.
O Yes, que surgiu em Londres em 1968, teve seu fim anunciado em 1981, mas voltou aos palcos dois anos depois. Em 2004, a banda entrou em um novo hiato, que permaneceu até 2008. Com o retorno, a formação do Yes ficou com Benoît David nos vocais, Steve Howe nas guitarras, Oliver Wakeman nos teclados, Chris Squire no baixo (único integrante original) e Alan White na bateria.
No dia 29 de outubro, a banda anunciou um contrato com a gravadora italiana Frontiers Records para a gravação de um novo disco. Este álbum será o primeiro do Yes em dez anos e está previsto para sair no primeiro semestre de 2011.
Fonte: UOL.

“Close To The Edge” do Yes

Este álbum é a apoteose do rock progressivo. Antes de mais nada, traz o enigmático design da capa de Roger Dean, numa embalagem que tanto serve para ser admirada como para enrolar cigarros de maconha. A lista de músicas é outro destaque, com apenas três faixas, sendo duas em quatro movimentos, numa estrutura semelhante à de uma sinfonia. Ao tirar o disco da capa, as letras obscuras e deliciosas de Jon Anderson se revelam em toda a sua glória.

A melodia de Close To The Edge é uma maravilha. Se o Yes havia mostrado talentos individuais em Fragile, lançado no mesmo ano, neste álbum a banda forja um todo mais coeso, alcançando o equilíbrio entre a estética e a audácia. Sua visão eclética faz com que o grupo vá de um jazz furioso ao floreado gótico do órgão, passando pelo balanço do rock – um passo em falso e tudo se desmantela. No entanto, o disco apresenta um time de músicos brilhantes, cada qual procurando ampliar os limites da linguagem do rock. Os ritmos melódicos de Bill Bruford e Chris Squire formam a base perfeita para as linhas da guitarra funky, com pinceladas orientais, de Steve Howe e para o rococó dos teclados de Rick Wakeman. No centro está o timbre agudo de Jon Anderson. Essa mistura podia não ter funcionado, mas deu certo – e lindamente.

O equilíbrio frágil de seu trabalho era bom demais para durar. Bruford deixou a banda logo depois de terminar o LP para se juntar ao King Crimson. O lançamento seguinte do Yes, Tales From Topographic Oceans – um álbum duplo com quatro músicas – acabou sendo uma tentativa ambiciosa demais do grupo para se superar.

Close To The Edge: YouTube Preview Image

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And You And I: YouTube Preview Image

Siberian Khatru: YouTube Preview Image

“Fragile” do Yes

Depois de uma turnê com o Iron Butterfly, de abril a dezembro de 1971, Jon Anderson e Chris Squire procuraram desenvolver um som a partir da inovação trazida por novos de sintetizador, Tony Kaye, no entanto, preferia o órgão Hammond, o que (além das brigas com Steve Howe) op levou a sair da banda em agosto, na mesma época em que Wakeman havia deixado os Strawbs – e ele trouxe ao Yes um novo conceito de virtuosismo e exibicionismo. O baterista Bill Bruford estava inseguro com a ideia fixa de Anderson e Squire de fazer a melhor banda do mundo, mas as sessões, realizadas na parte de cima de um bordel no Shepherds Market, em Londres, foram muito produtivas (gerando quatro gravações em grupo, para complementar cinco solos).

Embora não seja creditado na capa por problemas autorais, Wakeman participou da primeira sessão, quando foram gravados os movimentos doces e sinuosos dos teclados e da guitarra da extasiante “Roundabout” e os vocais oníricos e intensos de “Heart Of The Sunrise”. O jazz-psych visceral de “South Side Of The Sky” é outra história épica que surgiu nas cinco semanas de ensaios antes das gravações, em setembro, no estúdio Advision, onde o Yes aumentou absurdamente o volume. O engenheiro de som Eddie Offord editou horas de gravação em algumas linhas, e os fãs puderam entrar no estúdio, em grupos de 20, para assistir a esse trabalho. O misticismo lírico de Anderson está presente no cântico de “We Have” e o projeto gráfico da capa de Dean captura o mundo ragmentado que está no cerne do conceito do álbum. O disco foi incensado pela crítica e ficou entre os 10 Mais nos Estados Unidos e na Inglaterra, marcando o Yes, nas palavras de Jon, como “uma banda do povo” – quer dizer, um povo que amava a música mais complexa.

Roundabout: YouTube Preview Image

Heart Of The Sunrise: YouTube Preview Image

South Side Of The Sky: YouTube Preview Image

“The Yes Album” do Yes

O terceiro álbum do Yes nasceu em março de 1971, ao mesmo tempo que estourava a guerra entre a Índia e o Paquistão. O quinteto havia perdido o guitarrista Peter Banks, que foi substituído por Steve Howe, do Bodast, e foi para Devon, na Inglaterra, gravar o disco. Sob pressão da Atlantic para fazer sucesso, o grupo passou dois meses numa fazenda perto de Ilfracombe, trabalhando num novo tipo de som. O Yes não conseguiu lançar o LP na data inicialmente marcada, 15 de junho, e o grupo ensaiou à exaustão para revelar sua nova harmonia a três vozes – como se pode ouvir no agudo celestial de Anderson em “Sweet Dreams” – no Lyceum londrino, em julho. Chris Welch, da Melody Maker, afirmou que sua música era “maravilhosa”, e, em novembro, o Yes já tinha gravado o staccato e o tour de force de guitarra e órgão de “Yours Is No Disgrace” (com um solo agressivo de Howe como uma resposta ao Vietnã) e a fantasia a capela de “I’ve Seen All Good People”.

A banda, auxiliada pelo engenheiro de som Eddie Offord, refinou o som no estúdio Advision, em Londres, culminando na monumental “Starship Trooper”. O álbum ostenta múltiplas mudanças de ritmo, clima e estilo, com vocais fabulosos, a guitarra leve de Howe (que se destaca quando usa pedal steel, à la Chet Atkins, em “The Clap”, uma das preferidas do público nos shows do grupo), a percussão precisa de Bruford, a força de Squire no baixo e os crescendos do órgão arrasador de Kaye. O piano enxuto de “Perpetual Change” e a intensa “Würm” diversificam o tom. O sétimo lugar nas paradas britânicas marcou a transposição do Yes do psych-rock para o rock o rock progressivo, tornando o álbum um padrão de referência do gênero.

Sweet Dreams: YouTube Preview Image

Yours Is No Disgrace: YouTube Preview Image

I’ve Seen All Good People: YouTube Preview Image

Starship Trooper: YouTube Preview Image

Perpetual Change: YouTube Preview Image

Würm: YouTube Preview Image

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