O terceiro álbum do Yes nasceu em março de 1971, ao mesmo tempo que estourava a guerra entre a Índia e o Paquistão. O quinteto havia perdido o guitarrista Peter Banks, que foi substituído por Steve Howe, do Bodast, e foi para Devon, na Inglaterra, gravar o disco. Sob pressão da Atlantic para fazer sucesso, o grupo passou dois meses numa fazenda perto de Ilfracombe, trabalhando num novo tipo de som. O Yes não conseguiu lançar o LP na data inicialmente marcada, 15 de junho, e o grupo ensaiou à exaustão para revelar sua nova harmonia a três vozes – como se pode ouvir no agudo celestial de Anderson em “Sweet Dreams” – no Lyceum londrino, em julho. Chris Welch, da Melody Maker, afirmou que sua música era “maravilhosa”, e, em novembro, o Yes já tinha gravado o staccato e o tour de force de guitarra e órgão de “Yours Is No Disgrace” (com um solo agressivo de Howe como uma resposta ao Vietnã) e a fantasia a capela de “I’ve Seen All Good People”.
A banda, auxiliada pelo engenheiro de som Eddie Offord, refinou o som no estúdio Advision, em Londres, culminando na monumental “Starship Trooper”. O álbum ostenta múltiplas mudanças de ritmo, clima e estilo, com vocais fabulosos, a guitarra leve de Howe (que se destaca quando usa pedal steel, à la Chet Atkins, em “The Clap”, uma das preferidas do público nos shows do grupo), a percussão precisa de Bruford, a força de Squire no baixo e os crescendos do órgão arrasador de Kaye. O piano enxuto de “Perpetual Change” e a intensa “Würm” diversificam o tom. O sétimo lugar nas paradas britânicas marcou a transposição do Yes do psych-rock para o rock o rock progressivo, tornando o álbum um padrão de referência do gênero.
Sweet Dreams: 
Yours Is No Disgrace: 
I’ve Seen All Good People: 
Starship Trooper: 
Perpetual Change: 
Würm: 