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“Neon Bible” do Arcade Fire (2007)

No cenário da música atual – onde marketing, fofocas sobre celebridades e publicidade de grandes marcas sobrecarregam as páginas da imprensa especializada – não é surpresa que os ouvintes ávidos por música com conteúdo estejam procurando algo além do círculo convencional de novas bandas quentes com seus remixes dançantes e vocalistas que também trabalham como modelos. O Canadá pode não ser o primeiro lugar onde procuram, mas a música do Arcade Fire é cheia de significado e de simbolismo.

Felizmente para os seus fãs, contudo, eles não se esqueceram de que a prioridade de uma banda de rock é fazer rock, e a filosofia de botequim de Neon Bible está extremamente ligada a músicas tocadas com atitude e acompanhadas com paixão pela plateia. Não sendo nunca previsível, Neon Bible tem cordas, metais, uma harpa e um coral gospel ao longo de 11 músicas que certamente irão lotar estádios nos próximos anos. O riff mais pesado aqui é tocado num órgão de igreja e não numa guitarra (“Intervention”).

O álbum de estreia, Funeral, recebeu aplausos do U2 – que ofereceu à banda o show de abertura – e de David Bowie, que se uniu a eles no palco para tocar. Obviamente, Bono e Bowie irão adorar Neon Bible, que pode bem ser o melhor “segundo disco” da década.

Na faixa-título, o Arcade Fire induz o ouvinte a “tomar o veneno da sua idade”, como líderes de uma seita oferecendo um último refúgio contra as massas alienadas. Se a música “marqueteira” sem conteúdo é o veneno, este álbum é o antídoto.

Intervention: YouTube Preview Image

Neon Bible: YouTube Preview Image

Windowsill: YouTube Preview Image

“Ys” de Joanna Newsom (2006)

Joanna Newsom, harpista, pianista, cantora e compositora da Califórnia, chamou atenção pela primeira vez quando foi incluída na coletânea Golden Apples Of The Sun, feita por Devendra Banhart, principal esquisitona da new wave do folk americano, no início de 2004. A cena – dominada por artistas e bandas como Espers, Vetiver, a própria Banhart – foi devidamente badalada pela imprensa musical; os artistas envolvidos continuaram tranquilamente lançando músicas primorosas.

O álbum de estreia de Joanna, The Milk-Eyed Mender, foi recebido calorosamente, mas nada poderia tê-la preparado para as arrebatadoras resenhas recebidas por Ys. Sua virtuosidade na harpa é contrabalançada por arranjos elaborados e sensíveis de Van Dyke Parks – uma força por trás de alguns dos melhores trabalhos do Beach Boys -, cujas cordas agem como contraponto para os vocais.

Ao longo das cinco faixas deste disco, Newsom soa como uma Kate Bush medieval cantando músicas de Hans Christian Andersen. A coluna “In Praise Of…” – lugar onde o rock raramente dá as caras -, do jornal inglês Guardian, chamou atenção, sobretudo, para suas letras: “Ela se diverte com as palavras [...] Quando ela canta suas próprias palavras em sua própria música, coisas extraordinárias acontecem”. E que palavras ela canta. Em Ys temos a introdução no rock de palavras como “inchoate” (incipiente) e “spelunking” (espeleologia) – com aplausos adicionais pela inclusão de “hidrocefalítico”.

O ouvinte mais exigente pode desdenhar este disco, dizendo que está no limite da autoparódia, mas aqueles dentre nós que ficam felizes em deixar os preconceitos de lado e mergulhar no reino mágico de Joanna serão ricamente recompensados com uma experiência verdadeiramente única.

Monkey & Bear: YouTube Preview Image

Only Skin: YouTube Preview Image

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“Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not” do Arctic Monkeys (2006)

Subindo em direção ao topo das paradas em uma onda de pura atitude e autoconfiança, o Arctic Monkeys criou o maior impacto na música inglesa desde que o Oasis chegou ao primeiro lugar uma década antes.

Tendo nascido e crescido em Sheffield, a banda fez referências a marcos de sua cidade natal nos mais variados sotaques ouvidos no rádio durante décadas. Usando como base seus fieis locais, o Arctic Monkeys criou uma onda de apoio on-line usando o MySpace, oferecendo conteúdo gratuito para as massas via web e se aproveitando do imenso poder promocional do site pela primeira vez. O resultado foi o sucesso “I Bet You Look Good On The Dancefloor”, primeiro lugar nas paradas. A letra bem-humorada e zombeteira soava tão confiante que alguns acreditavam que havia uma mão maior por trás de tudo – o KLF, mestre em brincadeiras, foi mencionado.

Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (o título é uma referência a um diálogo do antológico filme dos anos 60, O Mundo Maravilhoso de Billy Liar) entrou direto para o primeiro lugar, transformou-se no álbum de estreia com as vendas mais rápidas na Inglaterra de todos os tempos e ganhou o Mercury Prize. Impulsionada pelos mesmos sólidos refrãos adolescentes que haviam transformado os Undertones em uma pequena lenda 30 anos antes, a música deste trabalho está firmemente ancorada no cotidiano. Em “Perhaps Vampires Is A Bit Strong But…”, o grupo faz uma boa crítica à cena de celebridades do rock alimentada pelos tabloides ingleses: “Não tenho cifrões em meus olhos; pode ser surpreendente, mas é verdade”. Enquanto muitas estrelas do rock podem ser mais facilmente encontradas se divertindo em festas do meio artístico do que tocando uma guitarra, o que poderia ser mais rock ‘n’ roll que esta letra?

I Bet You Look Good On The Dancefloor: YouTube Preview Image

Perhaps Vampires Is A Bit Strong But…: YouTube Preview Image

When The Sun Goes Down: YouTube Preview Image

“Black Holes & Revelations” do Muse (2006)

O  Muse se deleita com o ridículo. Eles espalham conceitos e conspirações com uma convicção cheia de estilo sem igual desde os tempos do Arquivo X. Em seu quarto álbum, contudo, o guitarrista e cantor Matt Bellamy, o baterista Dominic Howard e o baixista Chris Wolstenholme temperam sua costumeira histeria com lindas canções.

Anteriormente unido ao Radiohead por um cordão umbilical sonoro (é inevitável ouvir um pouco de Thom Yorkish nos vocais de Bellamy), o Muse pegou todos os clichês disponíveis do rock pomposo e brincou com as diferentes combinações. Daí saíram as tolices de ficção científica exumadas de 2112 do pioneiro do rock progressivo, Rush (“Knights Of Cydonia”), o robo-funk inspirado por Prince e pelos punks dançantes belgas do Millionaire (“Supermassive Black Hole”) e músicas impressionantes, prontas para serem acompanhadas por milhões em grandes shows (“Starlight”).

Entre elas, há momentos de beleza mais plácida, como “Soldier’s Poem” e a lentamente crescente “Invincible”. Todas se encaixam de forma vaga em uma temática pós 11 de Setembro, vigorosamente questionada em fóruns ocasionais ao espaço sideral. “Eu já deixei para trás a falta de autoconfiança que atrapalha os primeiros anos”, declarou Bellamy à Kerrang!, “mas acho que estou muito menos feliz com o que está acontecendo ao nosso redor”.

De forma muito adequada para um álbum aparentemente feito sob medida por e para adolescentes, Black Holes & Revelations tornou-se o disco mais baixado pela internet quando lançado. Os que ouviram pela rede deixaram de apreciar um pacote complementado pelo designer do Pink Floyd, Storm Thorgerson, cuja foto da capa evoca as eminências pardas do apocalipse, condenadas em músicas como “Assassin”. Mas você não precisa se ligar no conceito para saborear os sons. Liberte seu adolescente interior e aproveite o rock.

Knights Of Cydonia: YouTube Preview Image

Supermassive Black Hole: YouTube Preview Image

Starlight: YouTube Preview Image

Soldier’s Poem: YouTube Preview Image

Invincible: YouTube Preview Image

Assassin: YouTube Preview Image

“Savane” de Ali Farka Touré (2006)

Tendo levado dois anos e meio para ser criada, esta obra-prima vinda de Mali foi terminada poucas semanas antes da morte do artista, após uma longa batalha contra um câncer nos ossos. Atualmente tido como o melhor álbum de um rico catálogo, Savane ajudou a obter reconhecimento mundial para o filho p’rodigo de Mali – recebeu postumamente a maior honraria do seu país, Commandeur de L’Ordre National du Mali, e mereceu um funeral oficial. Uma grande despedida para um artista que acreditava que ser fazendeiro era a sua principal função na vida.

Com o ngoni (um alaúde tradicional africano e provável precursor do banjo) colocado à frente de instrumentos tradicionais de percussão, o som é definitivamente baseado no folk de Mali, mas o acréscimo eventual de guitarra, gaita e rabeca também lembra o blues original de Son House e Robert Johnson. Misturar as duas tradições interrelacionadas é a chave do som único deste disco.

Há também influências sutis de country, reggae e até mesmo flamenco no mix, no centro do qual se encontra a voz profunda e rica de Touré, cantando em francês e em diversos dialetos regionais. “Savane” é uma ode às savanas atingidas pela seca em seu país, cantando a jornada de um homem que trocou a savana pela Europa urbana e que ansiava por seu regresso.

Numa época em que as paradas de sucessos estão preenchidas por artistas cujo principal problema é o estresse de ter que lidar com suas vidas de superestrelas, não é preciso pensar muito para entender porque este celebração sincera da música e das raízes reluz de forma tão brilhante.

Savane: YouTube Preview Image

“Back To Basics” de Christina Aguilera (2006)

“Divertido” e “funkeado” são termos pouco usados quando artistas redescobrem suas raízes ou reconhecem suas influências. Com um desdém pelas convenções que faz com que pareça a herdeira natural de Madonna, Christina Aguilera gravou um álbum ambicioso que é ambas as coisas ao mesmo tempo.

Stripped, de 2002, juntava sexualidade afiada com lamentos emotivos. Back To Basics remete aos dois extremos de seu predecessor: em “Still Dirty”, declara “continuo indecente por dentro”, e a impressionante “Hurt” é uma sucessora natural de “Beautiful”. Entretanto, enquanto Stripped dinamitava as barreiras do pop descartável, este disco está cheio de prazeres ainda menos previsíveis.

A primeira metade é dominada pelo DJ Premier, do Gang Starr. As batidas de hip-hop se misturam às melodias jazzísticas, tornando perdoável até mesmo “Thank You”, uma mixagem de mensagens de voz dos fãs para seu ídolo. A faixa conta com uma participação de Stevie Winwood e a voz notável de Christina paira sobre a música. Continuando a trajetória de sua espetacular versão de “Carwash”, Christina está em grande forma, sobretudo na irresistível “Ain’t No Other Man”. Em um plano superior em relação às suas colegas, as letras de Christina falam sobre redenção (“Hurt”), pecado (“Mercy On Me”) e traição (“F.U.S.S.”). A segunda metade do álbum, primorosamente eclética, faz uso das vozes que Christina gostava de imitar quando criança – de Billie Holiday e Ella Fitzgerald.

Com uma arte que é ao mesmo tempo clássica e explícita, Back To Basics é uma experiência a ser saboreada. É fácil entender porque Christina lamentou o fato de que o download de músicas esteja rapidamente tornando obras assim obsoletas. Se existe alguém capaz de evitar que isso aconteça, é ela.

Still Dirty: YouTube Preview Image

Hurt: YouTube Preview Image

Mercy On Me: YouTube Preview Image

F.U.S.S.: YouTube Preview Image

“Fishscale” de Ghostface Killah (2006)

A estrela do Wu Tang Clan já não brilhava tão forte depois de quatro ou cinco álbuns seminais lançados após a devastadora estreia com Enter The 36 Chambers…, mas o repertório de Ghostface Killah continua sendo um dos mais interessantes em meio ao dilúvio de lançamentos de Shaolin. O contador de histórias e meltralhadora de gírias de Staten Island sempre teve mais apelo nas ruas do que o cerebral Master Killa, assim como um lado experimental bem mais forte do que os raps rasteiros de Method Man, mas com Fishscale ele finalmente produziu um álbum suficientemente coeso para se igualar às vendas impressionantes de Method.

É verdade que algumas de suas rimas no estilo “fluxo livre de consciência”são difíceis de compreender, mas Ghost sempre consegue reter o ouvinte com seu olhar agudo para detalhes. Em “Whip You With A Strap”, o rapper se lembra de quando tinha cinco anos. Ghost se encontra com “Beauty Jackson” e descreve com primor seus atrativos: “Quando ela falava, sua fumaça flutuava ao sair de sua garganta e soletrava ‘querido’ quando soprada no ar”.

A paixão de Ghost pelo soul clássico dos anos 60 brilha em meio às batidas que ele escolheu para seus raps, com Pete Rock e J. Dilla (R.I.P.) ao lado do heroi do subterrâneo M.F. Doom, que comparece com trechos selecionados de sua série instrumental Special Herbs. A soma de tudo isso é um disco que mistura as batidas clássicas de outrora com o hip-hop experimental contemporâneo, criando música que ainda será interessante de se ouvir dentro de 10 anos, uma afirmação difícil de ser feita em relação aos álbuns de hip-hop da década de 90.

Whip You With A Strap: YouTube Preview Image

Beauty Jackson: YouTube Preview Image

“Food & Liquor” de Lupe Fiasco (2006)

Álbuns de hip-hop absolutamente enxutos são difíceis de se encontrar. Food & Liquor, indicado para um Grammy, não é exceção, com sua introdução e faixa de encerramento dispensáveis. Entre elas, contudo, há 57 minutos de divertimento e fantasia.

Apesar de idolatrar Nas, os veteranos do rap, o estilo de Lupe Fiasco é mais animado e mais próximo ao do bem-sucedido Kanye West. Lupe participou do remix de Kanye para “Jesus Walks” antes de dividir o centro das atenções em “Touch The Sky”. Tendo vazado duas vezes durante a produção, Food & Liquor poderia ter sido um anticlímax. Em vez disso, surgiu triunfante, com suas cores musicais tão efervescentes quanto o brilho na imagem da capa.

Os samples vão desde “Daydream In Blue”, do I Monster, a “Behind The Walls”, dos roqueiros do UFO. Nuances adicionais são acrescentadas por produtores como Kanye e ainda Mike Shinoda (do Linkin Park), e colaborações que vão de Jill Scott, sensação do nu-soul, a Jay-Z. Há uma inevitável participação do onipresente Pharell Williams, do Neptunes, em “I Gotcha”.

“O título reflete o fato de eu ser um muçulmano a ter crescido nas ruas”, disse Lupe. “A ‘comida’ (food) é a parte boa e o ‘álcool’ (liquor) é a parte ruim”.

Os pontos altos incluem a irresistível “Kick, Push”, a roqueira “Real”, a vertiginosa “Daydreamin’” e a estranha, porém dela, “The Cool”. A última passou a ser o título provisório para o segundo disco de Lupe, no qual ele esperava contar com a participação dos membros do Pink Floyd. Tendo a qualidade e o ecletismo ao seu lado, Fiasco não deverá falhar.

I Gotcha: YouTube Preview Image

Kick, Push: YouTube Preview Image

Real: YouTube Preview Image

Daydreamin’: YouTube Preview Image

The Cool: YouTube Preview Image

“Illinoise” de Sufjan Stevens (2005)

Este é o quinto disco de Sufjan Stevens e o segundo em seu estonteante panorama musical dos 50 estados da América do Norte, que começou com seu estado natal, Michigan. É uma obra de escopo tão grandioso que foi preciso lutar para fazer com que tudo coubesse em um único CD. Na verdade, havia tanto material que pouco depois foi lançado The Avalanche, um álbum só com os takes suprimidos e versões alternativas.

As 22 faixas aqui incluídas são uma visão geral charmosa das pessoas, lugares e história do Estado de Illinois, e as fábulas de Stevens sobre um cotidiano muitas vezes sombrio lembram as canções narradas de Harry Smith. A delicada “Casimir Pulaski Day” fala sobre momentos fugidios com uma garota amada que está morrendo de leucemia. A elegíaca “John Wayne Gacy, Jr.”, uma ode ao assassino em série nascido em Chicago, está centrada na infância do assassino e é assustadora.

A maior parte do disco, contudo, é alegremente melódica e possui arranjos suntuosos. Cordas, corais, um órgão Wurlitzer, um flugelhorn e sininhos podem ser ouvidos no mix final, em sua maioria tocados pelo próprio Sufjan. Suas influências vão do folk a Rodgers & Hammerstein, do minimalismo ao rock alternativo e além. Se tudo isso lhe soa como impossível de ouvir, não tema – a pegada sutil de Stevens faz com que cada música seja tão cativante e alegre quanto o tema de um seriado de TV.

Quando foi lançado, Illinoise recebeu a aclamação da crítica, algo certamente merecido. Compor, produzir, e tocar um disco conceitual de 22 faixas não é para qualquer um.

Casimir Pulaski Day: YouTube Preview Image

John Wayne Gacy, Jr.: YouTube Preview Image

“Arular” de M.I.A. (2005)

Uma rapper cuja cobertura da mídia se concentra nas ligações dela com a guerrilha do Sri-Lanka? Parece respeitável demais e entediante. Melhor ouvir Beyoncé.

Contudo, M.I.A. combina o charme atrevido de dominatrix do electroclash Peaches com o hip-hop viciante de Missy Elliott – Arular é um disco imprescindível que só poderia ter sido criado no século XXI.

Exilada de um Sri-Lanka devastado pela guerra, Maya Arulpragasam intalou-se em Londres e contou com o apadrinhamento da antiga rainha do britpop Justine Frischmann, do Elastica. Entre as filmagens de um documentário e arte gráfica para o disco The Menace, do Elastica, Arulpragasam foi encorajada por Peaches a criar sua própria música e – inspirando-se em sua antiga paixão pelo Public Enemy – colocou rimas mais elaboradas sobre ritmos rudimentares. Seu passado intrigante e alguns bons contatos trouxeram-lhe uma cobertura crescente nos meios de comunicação após o lançamento do seu primeiro single, “Galang”, e um contrato com a XL, gravadora do Prodigy. Até a equipe de Gwen Stefani olhou com certa inveja para Arulpragasam (a canção “Hollaback Girl”, do disco L.A.M.B., comprova que Gwen realmente estava prestando atenção).

As fontes de samples em Arular são tão diversas quanto “Theme From Rocky” (“Bucky Done Gun”), Quincy Jones (“URAQT”) e Dr. Buzzard’s Original Savannah Band (“Sunshowers”). Mas os seus refrãos engenhosos e irresistíveis são o cartão de visita do álbum, como em “Hombre” e “10 Dollar”. Com breves intervalos entre as músicas – e nenhuma faixa um segundo sequer mais longa do que o necessário -, Arular é um festival enérgico de sons de rua. Os puristas se queixam do excesso de publicidade, mas se trata da estreia mais cintilante desde o primeiro álbum de Madonna.

Galang: YouTube Preview Image

Bucky Done Gun: YouTube Preview Image

URAQT: YouTube Preview Image

Sunshowers: YouTube Preview Image

Hombre: YouTube Preview Image

10 Dollar: YouTube Preview Image

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