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Pioneiro dos amplificadores, Jim Marshall morre aos 88 anos

Jim Marshall, apelidado de “Pai do Barulho” por seu trabalho pioneiro em amplificadores de guitarra utilizados por alguns dos maiores nomes do rock, morreu aos 88 anos.

“É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso amado fundador e líder nos últimos 50 anos, Jim Marshall”, disse um comunicado no site de sua empresa.

“Embora de luto, nós saudamos também um homem lendário que levou uma vida plena e verdadeiramente notável.”

Diversas homenagens lembravam o homem creditado por ajudar a moldar o som do rock.

“A notícia da morte de Jim Marshall é profundamente triste”, disse o ex-guitarrista do Guns N’ Roses Slash em uma mensagem no Twitter. “O rock and roll nunca mais será o mesmo sem ele. Mas, seus amplificadores vão viver para sempre!”

Sua empresa disse em um tributo por escrito que: “Sua memória, a música e alegria que seus amplificadores trouxeram para incontáveis milhões nas últimas cinco décadas e o logo mundialmente famoso e onipresente que orgulhosamente ostenta o seu nome vão viver para sempre”.

PRIMEIROS CLIENTES

Nascido em Londres em 1923, Marshall começou como baterista antes de entrar no ramo dos negócios e criar a Marshall Amplification em 1962.

Por volta de 1960, o jovem Pete Townshend, que mais tarde foi o guitarrista do The Who, sugeriu a Marshall que ele expandisse sua loja de música para vender guitarras e amplificadores, assim como baterias.

De acordo com uma entrevista que Marshall deu há vários anos, a loja de Londres rapidamente se transformou em uma “troca de trabalho de rock ‘n’ roll”, e Marshall contratou um engenheiro de uma gravadora para ajudá-lo a construir protótipos de amplificadores.

Marshall rejeitou as cinco primeiras tentativas, mas ficou feliz com o som da sexta — ele recebeu 23 encomendas para o novo equipamento apenas no primeiro dia.

Músicos lendários, incluindo Jimi Hendrix e Eric Clapton, estavam entre os primeiros usuários dos amplificadores Marshall.

Quando Hendrix entrou na loja, Marshall lembrou-se de ter pensado: “Que inferno, aqui está outro guitarrista americano querendo algo por nada.”

Mas o guitarrista pagou o preço total por tudo que ele comprou sem atraso.

Marshall é reverenciado como um dos quatro antecessores dos equipamentos de rock, juntamente com Leo Fender, Les Paul e Seth Lover.

Ele recebeu uma honra da Ordem do Império Britânico pelos serviços prestados à indústria da música e à caridade, e doou milhões de libras para “causas nobres”, de acordo com seu website.

Entre elas estão o Royal National Orthopaedic Hospital, em Stanmore, onde ele teria sido tratado de tuberculose quando era criança.

Fonte: Uol.

 

Filhos de integrantes dos Beatles podem montar banda

James McCartney, Sean Lennon e Dhani Harrison, filhos de ex-Beatles, podem formar uma banda

Em entrevista à BBC, James McCartney, filho de Paul, afirmou que tem conversado com outros filhos de integrantes dos Beatles para montar uma banda. Se isso um dia acontecer, ele se juntaria a Sean Lennon e Dhani Harrison, os mais interessados no projeto.

“Eu não acho que é algo que Zak [Starkey, filho de Ringo] gostaria de fazer. Talvez Jason [outro filho de Ringo] queira”, sugere. “Eu toparia. Sean [Lennon, filho de John] parece ter gostado da ideia, e Dhani [Harrison, filho de George] também. Ficaria feliz de fazê-lo.”

Segundo James, o assunto já foi “um pouco” discutido entre eles, e que é possível que a banda aconteça um dia. “Sim, espero que aconteça, naturalmente. Eu não sei, teremos que esperar e ver no que dá. A vontade de Deus, o apoio da natureza, eu acho. Então, sim, talvez”, concluiu.

Fonte: Folha.com.

 

Dois anos de Overdrive

Pessoal, hoje se completam dois anos que comecei a escrever neste espaço. Agradeço a todos a atenção e comentários!

Paz, saúde e felicidade a todos! Rock ‘n’ Roll!

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Sites que vendem ingressos ainda abusam da taxa de conveniência

Lei estabelece regras claras para a cobrança, mas é ignorada por empresas e cidadãos do Rio

No dia 8 de dezembro do ano passado, o governador do Rio, Sérgio Cabral, sancionou uma lei, publicada no Diário Oficial do Estado, que deveria ter alterado drasticamente a venda de ingressos pela internet, mas que, até agora, vem sendo ignorada tanto pelas empresas que atuam nesse mercado quanto pelos cidadãos que fazem uso desse serviço.

Com apenas sete artigos (de não mais de uma frase cada um), a enxuta Lei Estadual nº 6.103/11, que passou incólume por todas as comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), determina que a chamada taxa de conveniência — o valor cobrado pelos sites para realizar a venda on-line de uma entrada de cinema, teatro ou show, por exemplo — só pode ser cobrada “uma única vez, para cada consumidor, independentemente da quantidade de convites” adquirida. Ela estabelece ainda que a taxa não pode “possuir qualquer relação com o valor do ingresso” e que tampouco pode “variar de espetáculo para espetáculo dentro do mesmo site”. O valor da taxa em si pode ser arbitrado por cada site.

Na opinião de especialistas e defensores dos direitos do consumidor, a Lei nº 6.103/11 foi uma grande conquista. Na última semana, no entanto, um passeio por três dos principais sites de vendas de ingressos do país levava à constatação de que a norma estadual — que protege qualquer cidadão residente em território fluminense — só tem tido a função de fazer crescer a pilha das leis que não colam.

Em SP, R$ 4,8 milhões em multas

Na sexta-feira, o estudante que acessou o Ingresso.com para adquirir uma entrada para o show que Marcelo Camelo fez no sábado no Rio pagou R$ 4,80 de taxa de conveniência, a metade do que foi desembolsado pelo fã que não tinha direito à meia-entrada. Segundo previsto no artigo 4 da 6.103/11, esta é uma prática ilegal.

A Ticket for Fun, por sua vez, cobrava R$ 18 de taxa de conveniência para processar a venda de um ingresso para o show de Ana Carolina, dia 23, no Citibank Hall. Essa soma é equivalente a um terço do que a mesma página cobrava dos interessados em assistir a Roger Waters no Engenhão, no dia 29.

A Ingresso Rápido também descumpria a lei 6.103/11 na semana passada. Na página em que o consumidor enxerga seu “carrinho de compras”, por exemplo, a empresa mostra que aplica uma taxa de conveniência sobre cada entrada vendida. Isso significa, por exemplo, que o cliente interessado em comprar quatro entradas para ver a banda australiana Air Supply no dia 20, no setor 2 do Vivo Rio, precisa pagar R$ 660,80 (R$ 560 pelos ingressos + R$ 100,80 de conveniência) em vez de R$ 585,20 (R$ 560 das entradas + uma única taxa de R$ 25,20).

— Por se tratar de uma questão de direito do consumidor, não existe a possibilidade de as empresas alegarem que a lei estadual é inconstitucional — ressalta Rodrigo Terra, promotor de Justiça no Rio. — No Brasil, tanto a União quanto os estados e os municípios têm competência jurídica para legislar sobre o assunto. O que vemos agora é mais um capítulo de uma briga antiga que passa, sobretudo, pela caracterização do que é ou não conveniência.

Em 2008, por conta da venda de ingressos feita pela Ticket for Fun para o show de Madonna, Terra moveu uma ação contra a empresa por venda casada — a compra da entrada só podia ser feita por meio do pagamento da conveniência. O caso acaba de ser julgado em segunda instância, e o Ministério Público do Rio ganhou a causa. Esta é apenas uma das brigas que Terra vem comprando contra a taxa de conveniência.

Sem uma legislação específica, amparados apenas pelo Código de Defesa do Consumidor, os paulistas também registram casos de cobrança indevida. Segundo o Procon de São Paulo, em dez anos a entidade moveu 30 processos administrativos contra os cinco maiores sites de vendas de ingressos que atuam no mercado local. Recolheu R$ 4,8 milhões em multa, mas as práticas ilegais persistem.

— O que acontece é que as empresas recebem as autuações, pagam as multas e preferem continuar lesando o consumidor a se adaptar — explica Renan Ferraciolli, diretor de fiscalização do Procon-SP. — Estamos diante de diversos casos de reincidência, e essas empresas estão, agora, sujeitas a ter seus direitos de comercialização de ingressos suspensos.

Segundo Ferraciolli, acontecerá na próxima sexta-feira, na sede do Ministério Público Estadual de São Paulo, uma reunião — considerada “a última tentativa de diálogo” — com os responsáveis por diversos sites do setor. Se o grupo não se adequar, estará sujeito a processos administrativos.

Lei protege moradores do Rio

No estado do Rio, qualquer morador que se sentir lesado pela cobrança de taxa de conveniência pode recorrer ao Procon — tanto antes quanto depois da compra da entrada em questão, informa a consultora jurídica da entidade Maria Rachel Coelho.

— Ele pode ligar para o 151 ou procurar nossos postos de atendimento para registrar o caso — ressalta. — Vale lembrar que o direito do consumidor toma como referência o endereço de domicílio do cidadão que se sente lesado. Ou seja, se um morador do estado do Rio resolver comprar um ingresso de um show que acontecerá em Porto Alegre, num site de São Paulo, por exemplo, tem o direito de se valer da lei estadual daqui sobre a taxa de conveniência. No que diz respeito a isso, o Rio está na vanguarda, e seu cidadão precisa agir como agente fiscalizador.

Procurados pela reportagem para comentar a lei 6.103/11 e explicar como chegam aos valores de suas taxas de conveniência, dois dos três sites analisados responderam por meio de notas oficiais.

O Ingresso Rápido informou que “oferece conforto e comodidade aos consumidores interessados por outros canais de venda que não sejam a tradicional bilheteria do local do evento” e que “a lei 6.103 é recente, e sua interpretação ainda não foi consolidada”. Já a Ingresso.com escreveu que, “dada a complexidade da matéria”, aguardará que ela seja “devidamente dirimida pelo Poder Judiciário”. O site Tickets for Fun, por sua vez, não retornou o pedido de entrevista do GLOBO.
Fonte: O Globo.

 

Ecad admite ‘erro operacional’ na cobrança de blogs

Glória Braga, superintendente do Ecad

Na semana passada, um assunto se espalhou pelas redes sociais: a cobrança feita pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) a dois blogueiros que inseriram vídeos de YouTube em seus sites. A repercussão da notícia chegou à revista americana “Forbes”; fez com que o Google, empresa que administra o YouTube, se manifestasse contra a medida; e levou o Ecad a anunciar que já havia suspendido a cobrança.

Em entrevista ao GLOBO, realizada anteontem, a superintendente executiva do escritório, Glória Braga, admite que houve um erro de interpretação do Ecad para realizar a cobrança e fala sobre a dificuldade de se gerar receita com a internet.

O GLOBO: Como a senhora enxerga toda a repercussão que a cobrança de direitos autorais de blogs que inserem vídeos de YouTube gerou?

GLÓRIA BRAGA: A discussão sobre internet é polêmica. Mas, para nós, trata-se de um fato isolado. Nós cobramos de sites e portais de empresas há mais de três anos. No ano passado, distribuímos valores significativos. Mas é uma questão ainda muito embrionária para todo mundo, não apenas para o Ecad, mas também para as entidades estrangeiras. Estão todos engatinhando com as mudanças. Por exemplo, o documento que temos com o Google é uma carta de intenções, porque nem eles sabem muito qual será o futuro daqui a dois ou três anos. Fala-se em prazos experimentais, para que se tenha um aprimoramento. Talvez, se tivesse acontecido uma coisa menor nossa, algo como “o Ecad ter cobrado de um bar, e não deveria ter sido feito desta forma”, com certeza não daria essa repercussão. Mas, com a internet, começam os chavões de que se está indo contra a liberdade de expressão. Mas não é nada disso. Você fazer cobrança de direito autoral de utilizações de música, filmes ou texto na internet não significa que você quer cercear o direito de qualquer cidadão em ouvir música, em postar notícias.

Qual é a norma hoje para se cobrar de sites da internet?

Não há estratégia alguma de captação de pessoas físicas. Hoje nós cobramos de pessoas jurídicas que tenham portais ou sites com uso de música em streaming.

Música publicada no site?

Música publicada no site. O que aconteceu no caso dos blogs foi um erro de interpretação operacional. O foco não é esse. Só que os blogs têm se profissionalizado muito, às vezes parecem o site de uma empresa. Esse Caligraffiti, inclusive, fala “você sabe o que é branding?”. Ele oferece serviço, tem anúncio. Então, aquele blog de dois anos atrás em que você escrevia sobre o dia lindo, sobre a Praia de Copacabana, em que você escrevia quando queria, passava dois meses sem escrever… Esse blog se profissionalizou. Então, no dia 29 de fevereiro, nós suspendemos a estratégia de captação de novos usuários para reavaliar. Vamos fazer um grupo de trabalho interno para definir o que fazer.

Quantos casos de blogs foram cobrados?

Foram apenas dois casos: A Leitora e o Caligraffiti. Mas eles não chegaram a pagar.

O Google soltou uma nota na sexta-feira, dizendo que o acordo entre eles e o Ecad não permite a cobrança. O que a senhora tem a dizer sobre isso?

O Google não entrou em contato conosco. Nós temos uma parceria saudável de quase dois anos. Eles remetem as informações dos usos e fazem os pagamentos. Por isso, não entendemos a pressa do Google em soltar aquela nota. Talvez eles tenham sido questionados pelos usuários. Mas nosso contrato com o Google explica bem isso. Há uma condição em que, se o Ecad quiser cobrar, ele tem que notificar o Google. Não está escrito que estamos proibidos de fazer isso.

Quando o Google começou a pagar para o Ecad pelos direitos das músicas no YouTube, muitos usuários passaram a reclamar da distribuição. A senhora pode dizer quanto é arrecadado do YouTube?

Quanto você acha que é?

Em 2011, foram distribuídos R$ 2,6 milhões de direitos da internet para os usuários. Seria um quarto disso?

É muito menos.

Um décimo?

Sim, é nessa ordem. E você imagina quantas milhões de músicas são executadas na internet? Só que nossa cobrança é em cima da receita, e o grande desafio da internet é justamente fazer receita. Hoje os autores e compositores não podem viver dos direitos autorais da internet, porque ela ainda não tem um modelo desenvolvido de fazer dinheiro. Nem o YouTube.

As grandes gravadoras, as chamadas majors, enviaram uma carta para o Ecad dizendo-se contrárias à cobrança dos blogs. Qual era o teor da carta?

A carta foi enviada perto do carnaval, tanto que no dia 29 suspendemos qualquer estratégia de captação para reavaliar. Eles perguntavam como estavam sendo feitos determinados tipos de cobrança. Vamos nos reunir com as gravadoras para entender melhor o que eles querem dizer, o que pretendem. Para pensar em conjunto como vai ser isso.

Como é feita a distribuição do que é arrecadado no YouTube?

Não só o YouTube, mas praticamente todos os sites nos mandam uma lista de execuções. Nossa regra é pagar para aqueles que têm um rendimento acima de R$ 1. Explicamos isso aos titulares.

Como está hoje a inadimplência de pagamentos de direitos na internet?

Em rádio, que é a maior, está em torno de 35%. Na internet é menor, em torno de 20%.

Fonte: O Globo.

Ecad cobra taxa mensal de blogs que utilizam vídeos do YouTube

A saga de cobranças inusitadas do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) ganhou mais um capítulo na semana passada. Os rapazes do blog Caligraffiti receberam na última terça-feira um email da entidade arrecadadora avisando que teriam de pagar direitos autorais pelos vídeos do YouTube e do Vimeo que apareciam no site. Surpreso, Uno de Oliveira, um dos responsáveis pelo blog, ligou para o escritório do Ecad em São Paulo, pois nunca tinha ouvido falar nesse tipo de cobrança.

“Eles disseram que o YouTube paga, pois é um transmissor, mas os blogs são retransmissores e também têm de pagar”, conta o designer, “O Ecad está dentro da lei, não estão cobrando indevidamente. Mas a lei é totalmente desfasada. Eles se baseiam na lei para achar alguma brecha e ganhar mais dinheiro”, critica.

O Caligraffiti é um blog sobre design, arte, tecnologia e cultura. Tem boa visibilidade num nicho específico, com mil a 1.500 acessos por dia, mas não rende lucro para nenhum de seus sete colaboradores. A chamada para anúncios no lado direito do blog é voltada apenas para troca de apoios, prática comum na blogosfera. Cada um dos blogueiros tem seu próprio emprego.

Para um blog sem fins lucrativos, o valor cobrado pelo Ecad não é nada leve: R$ 352,59 mensais. O Caligraffiti foi classificado na categoria de webcasting, ou transmissão de programas originários da própria internet. Existem também as de podcasting (trechos de programas publicados na internet que podem ser baixados em mp3), simulcasting (transmissão simultânea inalterada) e ambientação de sites (uso de fundo musical no site).

Essas informações foram enviadas pelo próprio Ecad por e-mail a Uno, que pediu explicações sobre o motivo da cobrança. Ele critica o fato de a entidade cobrar por pacote, e não por vídeo exibido, como “uma espécie de legalização para publicar os vídeos”, independente da quantidade de músicas utilizadas em cada mês.

“Essa cobrança vai contra um princípio básico da internet, que é compartilhar e divulgar as coisas”, argumenta Uno.

Por orientação do advogado, Uno tirou o site do ar na semana passada, enquanto o caso era analisado. Num post publicado na última sexta-feira, ele diz que voltou após conversar com “blogueiros, advogados especializados e formadores de opinião” e “todos concordam que esse tipo de atitude inibiria a blogosfera brasileira, que utiliza muito material compartilhado de grandes canais de vídeo online. Por opiniões unânimes decidimos recolocar o site no ar e encarar a briga, caso realmente eles queiram isso”.

A assessoria do Ecad confirma que, pela lei, os blogs são obrigados a pagar por vídeos embedados do YouTube. De acordo com a interpretação da entidade, os sites são retransmissores pois “o uso de músicas em blogs se trata de uma nova execução”. Além disso, o Ecad argumenta que “não há cobrança em dobro, pois as diversas formas de utilização são independentes entre si”.

“O direito de execução pública no modo digital se dá através do conceito de transmissão existente na lei e presente no art. 5º inciso II da Lei 9.610/98, que transmissão ou emissão é a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, portanto isso inclui a internet”, afirma a assessoria do Ecad.

A entidade nega que haja um trabalho de cobrança focado em blogs e sites, mas alerta que “todo usuário que executa música publicamente em site/blog ao ser captado, pode receber um contato”. O Ecad diz ainda que o seu foco é “a conscientização e o esclarecimento quanto à necessidade do pagamento da retribuição autoral, não somente por conta da exigência legal, mas pelo respeito aos autores e suas obras, não sendo blogs e sites nas características sugeridas nesta pergunta alvo de ação judicial”.

Fonte: O Globo.

 

Ecad é alvo de críticas ao cobrar taxa por vídeos em blog

O Ecad (órgão que cobra pelas execuções públicas das músicas) enviou um comunicado ao blog Caligrafitti que começaria a cobrar por direitos autorais de vídeos do YouTube postados na página. A medida gerou uma série de críticas em redes sociais como o Twitter e Facebook.

Segundo Uno de Oliveira, um dos criadores do site que trata de assuntos como arte, design gráfico e fotografia, o comunicado foi enviado na última sexta (2). O Caligrafitti foi enquadrado na categoria de “webcasting” (transmissão de programas originários da própria internet) e deveria pagar ao Ecad R$ 352,59 por mês.

“É um absurdo o Ecad cobrar e querer controlar o que está sendo publicado na internet e também por divulgar para os usuários da internet que não podem colocar vídeos do YouTube em seus sites pessoais”, afirmou Oliveira.

O caso lidera os trending topics (assuntos mais comentados) brasileiros do Twitter na tarde desta quarta (8). Diante da repercussão negativa, o Ecad emitiu uma nota para explicar a medida e dizer que o “trabalho não tem como foco a cobrança de direito autoral em blogs e sites de pequeno porte”.

A cobrança do Ecad na internet se baseia na Lei de Direitos Autorais, que define transmissão ou emissão como “difusão de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético”, o que contempla também a internet, segundo o órgão.

Em 2010, o Ecad e o Google (dono do YouTube) fecharam um acordo para o pagamento dos direitos autorais de execução pública relativos às músicas executadas no portal de vídeos.

Em setembro daquele ano, o Ecad recebeu R$ 252 mil referente ao faturamento do YouTube entre julho de 2010 e julho de 2011. Segundo o órgão, a postagem do vídeo em outro site caracteriza-se como “nova execução”.

“Não há cobrança em dobro, pois as diversas formas de utilização são independentes entre si, conforme preconiza a Lei de Direitos Autorais e, neste caso, o blog realiza uma retransmissão”, afirmou o Ecad, em nota.

Segundo o órgão, a cobrança feita ao Caligraffiti não é isolada -quase 1.170 sites pagam ao Ecad. Em 2011, foram distribuídos a artistas R$ 2,6 milhões em direitos autorais por execução pública em mídias digitais.

Fonte: Folha.com.

Leia mais em: http://fmanha.com.br/blogs/overdrive/2012/03/07/ecad-notifica-blog-e-institui-taxa-para-utilizacao-de-videos-do-youtube/

 

Ecad notifica blog e institui taxa para utilização de vídeos do YouTube

O site do jornal O Globo publicou nesta quarta, 7, que o blog Caligraffiti foi notificado de que seria cobrada uma taxa mensal para que ele pudesse continuar usando vídeos do YouTube e do Vimeo. A entidade de arrecadação Ecad está cobrando pelos direitos autorais dos vídeos que aparecem “embedados” no blog. O Caligraffiti trata de temas de design e arte e não tem fins lucrativos – a média de acesso é de 1500 views por dia.

Mesmo assim, o Ecad está exigindo que seja paga uma taxa mensal de R$ 352,59 pelo uso dos embeds de vídeos. “Essa cobrança vai contra um princípio básico da internet, que é compartilhar e divulgar as coisas”, disse ao Globo Uno de Oliveira, um dos colaboradores do blog, que está fora do ar até que a situação seja resolvida.

Por meio de um comunicado, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição explicou que a cobrança está dentro da lei. O Ecad ainda esclareceu que o foco do órgão, que existe desde 1977 e funciona de forma a defender os direitos autorais dos artistas no que diz respeito a execuções públicas, não é em blogs e sites pequenos. Leia abaixo trechos do texto divulgado pelo Ecad:

“O que ocorre é o trabalho rotineiro de monitoramento dos usuários que executam músicas publicamente para que haja uma conscientização de que a retribuição autoral por execução pública musical é um direito dos compositores, intérpretes e músicos, que deve ser feita sempre que a música protegida for executada publicamente.

O direito de execução pública no modo digital se dá através do conceito de transmissão presente no art. 5º inciso II da Lei de Direitos Autorais 9.610/98, que define que transmissão ou emissão é a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, o que contempla também a internet.

De acordo com o artigo 31 da Lei 9.610/98, as diversas modalidades de utilização da música são independentes entre si, e a autorização para o uso por uma delas não se estende para as demais. Isto significa que, se uma rede social como o YouTube, por exemplo, efetua o pagamento do direito autoral pela execução pública musical dos vídeos que veicula, o uso destes por terceiros caracteriza uma nova utilização, cabendo, portanto uma nova autorização/licença e um novo pagamento. O que deve ser observado, acima de tudo, é que por trás das músicas que são executadas na internet existe o trabalho de diversos profissionais que vivem do negócio da música e devem ser recompensados por seu trabalho.”

Fonte: Rolling Stone

 

29 de fevereiro, um dia especial e para fazer contas

Todo mundo conhece alguém que nasceu no dia 29 de fevereiro e diz fazer aniversário apenas a cada quatro anos. Dia bissexto, ele compensa uma diferença entre a contagem do calendário e o movimento real de translação da Terra em torno do Sol.

Enquanto no papel o ano dura 365 dias, no mundo físico nosso planeta leva cerca de 365,25 dias para dar uma volta completa na nossa estrela. Assim, a cada quatro anos o calendário se atrase em um dia, sendo necessário acrescentá-lo para “zerar” a conta. E fevereiro, por questões históricas, é o mês mais curto do ano. Nada mais natural do que jogá-lo no fim deste mês, e temos então o 29 de fevereiro, esta quarta-feira.

Mas o ano cósmico da Terra também não tem exatamente 365,25, assim como o dia não dura exatamente 24 horas. Ao final de longas contas e a adoção de determinados padrões, o ano oficial do mundo, chamado “ano tropical”, tem aproximadamente 365,24219 dias. Novamente, o calendário não fica perfeitamente ajustado apenas com o acréscimo de um dia a cada quatro anos. Fica sobrando 0,03124 dia, ou cerca de 45 minutos, que ao final de 128 anos, ou 32 anos bissextos, se acumula em quase um dia inteiro. Assim, é preciso fazer uma compensação e convencionou-se fazê-la a cada 100 anos, ou 25 anos bissextos. Por isso, 1700, 1800 e 1900 não foram anos bissextos.

O ano 2000, no entanto, foi bissexto, e aqui temos um último ajuste (pelo menos por enquanto). Como vimos, as sobras das compensações feitas a cada quatro anos com um 29 de fevereiro viram quase um dia a mais em 128 anos, e não em 100 como se convencionou. Desta forma, a cada século o calendário fica aproximadamente 0,219 dia atrasado. Determinou-se então que de 400 em 400 anos um dia seria acrescentado, o que aconteceu no início deste milênio pela primeira vez desde que o atual calendário gregoriano foi adotado em 1582, quando esses ciclos foram instituídos.

Então, temos três regras básicas para determinar se um ano é bissexto ou não. Se ele for divisível por quatro, ele deverá ser bissexto; a não ser que também seja divisível por 100; desde que também não seja divisível por 400. Enfim, isso fará com que, depois de oito ciclos de 400 anos, tenhamos novamente um dia sobrando. Estaremos então no ano 4800, quando, se ainda estivermos aqui e usarmos o mesmo calendário, não deverá ser bissexto.

Fonte: O Globo.

 

Escola na Inglaterra monta coral com alunos cantando Iron Maiden

Enquanto no Brasil um aluno foi repreendido na escola por gostar de rock pesado, um colégio da Inglaterra incentivou a “paixão” pelo gênero e colocou os alunos para cantar “Flight of Icarus”, da banda britânica Iron Maiden. O vídeo com o coral infantil parou na internet.

O objetivo da Escola Primária de Watville, na cidade de Bimingham, era reunir crianças entre 7 e 11 anos para divulgar a campanha filantrópica da instituição Cash for Kids (“Dinheiro para Crianças”, em tradução livre).

No vídeo, as crianças encenam uma pequena coreografia e simulam uma guitarra com as mãos.

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Já no Brasil, um estudante fã de Iron Maiden foi repreendido por gostar da banda. O primeiro dia de aula do garoto Marcelo Corrêa Carvalho, 8, no colégio Ponto Alfa, em São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) foi também o último. Seus pais decidiram mudar o menino de escola depois de ele ser repreendido pela diretora por gostar de rock.

Tudo começou porque Marcelo começou a batucar na carteira como se estivesse tocando bateria. A professora não gostou e o mandou para a diretoria. Lá, a diretora Ana Maria Fernandes questionou seu comportamento e suas escolhas.

O menino teria dito a ela que quer ser guitarrista e que sonha em tocar com o Iron Maiden. A diretora mostrou imagens de capas de CDs das bandas, na tela do computador, e o alertou que “todas fazem referência ao demônio, com imagens satânicas e que lembram a morte”.

“Eu quis despertar nele uma reflexão para a realidade. Esse é meu trabalho, e as letras que ele ouve fazem alusão à besta, ao demônio. Não têm mensagem positiva”, disse a diretora.

Nara Corrêa Carvalho, 26, mãe do garoto, diz que ele voltou para casa apavorado com o que viu na sala da diretora. Segundo Nara, Marcelo contou que a diretora lhe mostrou imagens de demônios e disse que os roqueiros fazem rituais satânicos. “Ela disse que eles sacrificam animais, cortam as cabeças e que têm pacto com o demônio. Ele ficou apavorado.”

Ana relatou que queria ajudar o garoto e a família, que, de acordo com ela, não tem consciência do que dizem as letras das músicas que o menino ouve. “Eu conversei três horas e meia com Marcelo. Ele é agressivo, e isso se deve a esse hábito de ouvir essas músicas que estimulam a violência.”

O colégio Ponto Alfa é uma escola particular de ensino fundamental com apenas 15 alunos por sala de aula e atende a várias crianças consideradas “difíceis”. Todas as salas são monitoradas por câmeras. A diretora informou que vai colocar no Facebook as imagens do menino em sala de aula para provar o que se passou na escola e de que forma ele foi tratado.

“Essa pessoa tem que entender que as crenças dela não podem interferir na educação das crianças”, disse Nara, mãe de Marcelo. A diretora Ana Fernandes disse que não tem religião, é uma pessoa cristã e lê apenas a Bíblia.

Fonte: UOL.

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