E ainda há quem bata palmas para a falência do Estado

Já me meti em muitas brigas com pessoas queridas — outras nem tanto — por defender os direitos humanos. Realizo o esforço sobre-humano e muitas vezes perco o controle e acabo me tornando aquilo que mais repugno: alguém que não consegue ouvir uma opinião contrária e respeitá-la. Mas confesso que além de desconfiar da falta de amor daqueles que afirmam que uma chacina deveria ocorrer por semana nos presídios brasileiros, também duvido da falta de inteligência. Afinal de contas, como são capazes de bater palmas para um fato que só aconteceu pela existência de um Estado fraco, falho e desonesto?

Não estamos discutindo se o dinheiro publico deve ou não ser gasto na manutenção de sistemas prisionais. Os sistemas prisionais existem. Já que eles existem e são tão caros, por que não funcionam?

Um preso custa em média no Brasil R$ 2400,00. Na penitenciária do Amazonas, com a terceirização de diversos serviços, inclusive de administração, ele custa mais de R$ 5.000,00. Como em um sistema tão caro, os índices de ressocialização são tão baixos?

Como que gastando tanto dinheiro, o Estado não consegue garantir nem que essas pessoas permaneçam vivas?

O Estado vive em estado de falência. Não oferece educação, saúde, emprego ou lazer. Não acreditamos em políticos, em juízes ou na polícia. E em uma situação dessas ainda há quem comemore o fato, vejam só, dele estar em ruínas.

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André Dahmer

Outra pergunta: como daremos um passo adiante, se diante do fato de que quase 100 pessoas foram assassinadas, torturadas e  esquartejadas ainda estamos discutindo quem merece ou não ter os direitos garantidos?

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Não existe “justiça com as próprias mãos”; é só mais violência

Nesse domingo difícil de trabalhar, com a notícia de que um jovem teve a mão decepada porque estaria cometendo furtos em um bairro da cidade, só resta repetir como um mantra um trecho de uma crônica de Luis Fernando Veríssimo publicada há quase três anos:

“Inacreditável é, depois de dois mil anos de civilização cristã, existir gente que ama seus filhos e seus cachorros e se emociona com a novela e mesmo assim defende o vigilantismo brutal, como se fazer justiça fosse enfrentar a barbárie com a barbárie, e salvar uma sociedade fosse embrutecê-la até a autodestruição”.

Se a ideia é embrutecer uma sociedade até a autodestruição, pela quantidade de pessoas se regozijando com o vídeo com cenas pesadas onde a agressão é comemorada e “justificada”, diria que estamos indo pelo caminho certo. Em breve sairemos com nossas crianças para ir a padaria e encontraremos pessoas amarradas a postes.

Isso não é “justiça com as próprias mãos”, porque isso não é justiça. É só mais violência. Quanto mais violência se permite em uma sociedade, mais chance dessa violência nos atingir e atingir quem amamos.

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André Dahmer

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Um recorde para lamentar: 2016 já é o ano mais violento de Campos

As estatísticas de 2016 sobre violência em Campos continuam sendo negativas. O município registrou seu 232º homicídio nessa quinta-feira (1), de acordo com dados consolidados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) e da Folha da Manhã, fazendo deste ano o mais violento desde que o índice de homicídios começou a ser monitorado pelo órgão, em 2002. Antes o recorde era de 2009, quando 231 casos foram registrados.

Em 2015, o total foi de 168 assassinatos, o que apontou uma melhora significativa em relação ao ano anterior (em 2014, foram 220). Neste ano, após novembro fechar com 28 homicídios — sendo que o mês chegou a registrar, por diversas vezes, média de mais de um caso por dia —, o mês de dezembro começou com um assassinato na cidade. Se mantivermos o ritmo, até dia 31 o número deve aumentar.

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Homem é morto a tiros em Ponta da Lama Foto: Rodrigo Silveira/Folha da Manhã

Em agosto, o setor de comunicação do 6º Comando de Policiamento de Área da Polícia Militar (que abrange o 8º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelos municípios de Campos, São João da Barra, São Francisco e São Fidélis) chegou a comemorar o estudo que mostra que Campos está fora da lista das 150 cidades mais violentas do país. A notícia é contraposta a um estudo que concluiu que a cidade era uma das 50 mais violentas do mundo. O avanço seria magnífico, porém, como vemos, é falso.

Roubos – Os dados de crimes contra o patrimônio com uso de violência também chamam atenção. Até agosto desse ano, uma pessoa foi vítima de roubo a cada seis horas na cidade. Isso sem contar os casos que não chegam a ser registrados.

*com informações do jornalista Aldir Sales

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Crise do Estado fecha colégios da rede e secretário é convocado a dar explicações à Alerj

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realiza audiência pública, na próxima quarta-feira (30/11), para debater o fechamento de unidades escolares da rede SEEDUC. O Secretário de Estado de Educação, Wagner Victer foi convocado pelo colegiado para dar explicações sobre o encerramento das atividades. O encontro contará com a participação de representantes do SEPE, da UPPES e de colégios que já estão com o término das atividades em curso.

“Queremos que o secretário de Educação explique os critérios que estão sendo adotados para o fechamento de unidades, para a municipalização das escolas estaduais e para a extinção de turnos.O Executivo justifica o pacote de austeridade como uma medida imprescindível para preservar áreas prioritárias como saúde, segurança e educação. O fechamento de escolas neste momento é a maior prova da negligência do governo com a área. Negar aos nossos estudantes acesso à Educação é negar o futuro desses jovens”, explica Comte Bittencourt. (A.N.)

Local: Local: Palácio Tiradentes – Rua Dom Manuel, s/n° – sala 316 – Centro do Rio
Data: 30/11/2016
Hora:10h.

Escolas da Rede Estadual com Previsão de Encerramento Total Parcial ou Diminuição de Turmas
Fonte: Demandas recebidas na Comissão de Educação da Alerj

EE Dr. Elias em Dr. Elias, Trajano de Moraes (escola rural)
EE Maria de Mendonça em Povoado Maria de Mendonça, Trajano de Moraes (escola rural)
C.E. Theodorico Fonseca, em Esplanada do Cruzeiro, Valença (extinção de tuno)
C.E. Doutor Souza Soares em Calaboca, Niterói
EEES Professora Matilde de Jesus Quadrado em Ilha do Governador, Rio de Janeiro
EEES Desembargador Nei Palmeiro em Jacarepaguá, Rio de Janeiro
C.E. Coronel João Tarcísio Bueno, em Paraíso, São Gonçalo
CIEP 237 – Jornalista Wladmir Herzog em Paraíso, São Gonçalo
C.E. Desembargador Ferreira Pinto em Alcântara, São Gonçalo (encerramento de turno)
CIEP 335 – Professor Joaquim de Freitas em São Miguel, Queimados (encerramento de turno)
C.E. Frei Henrique de Coimbra em Figueira, Duque de Caxias
C.E. Professor Lourenço Filho em Tomazinho, São João de Meriti
CIEP 189 – Valdylio Villas Boas em Coelho da Rocha, São João de Meriti
C.E. Marechal Juarez Távora em Parque Antártica, Nova Iguaçu (extinção de turno)
C.E. Padre Franca em Mury, Nova Friburgo (extinção de turno)
C.E. Dr. Feliciano Costa em Conselheiro Paulino, Nova Friburgo (encerramento de turmas)
CIEP 385 – Pastor Augustinho Valério de Souza em Lages, Paracambi
CIEP 494 – Alexandre Carvalho em Parque dos Guararapes, Miguel Pereira
IETC – Instituto de Educação Thiago Costa em Centro, Vassouras
C.E. Pedro Braile Neto em Jardim Jalisco, Resende (extinção de tuno de turno)
C.E. Dautro Santos em Bangu, Rio de Janeiro
CIEP 289 – Cecílio Barbosa da Paixão em Ramalho, Engenheiro Paulo de Frontin
C.E Manoel Gonçalves Ramos Júnior em Centro, Cambuci

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Interceptações mostram que Garotinho foi ao ministro da Justiça contra Paulo Cassiano; ouça

alexandre moraes

Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Áudios de interceptações telefônicas divulgadas hoje pelo jornal O Globo mostraram que as investidas de Anthony Garotinho contra as investigações da Operação Chequinho não ficaram restritas ao novo corregedor da Polícia Federal no Rio, como mostrou com exclusividade Arnaldo Neto, no blog hospedado na Folha Online. Segundo o jornal, no dia 23 de outubro, um domingo, Garotinho e sua mulher, Rosinha, se reuniram com o ministro da Justiça Alexandre de Moraes em Brasília, em agenda não divulgada oficialmente. Os áudios das conversas entre Garotinho e Deputado Federal João Carlos Bacelar (PR-BA) mostram que o ex-governador procurou inicialmente o deputado para pedir uma reunião com o corregedor-geral da Polícia Federal, Roberto Cordeiro. O parlamentar, porém, oferece a possibilidade de um encontro com Alexandre de Moraes

Procurado pela equipe do O Globo, Moraes confirmou o encontro e disse que o casal queria fazer uma representação por “suposto abuso de autoridade” contra o delegado da PF em Campos, Paulo Cassiano, responsável pela Chequinho. “Foram informados que o procedimento a ser seguido era protocolar eventual representação, que seria encaminhada à Polícia Federal”, afirmou em nota. A informação divulgadas hoje foi publicada primeiro na Folha Online pelo blog de Saulo Pessanha.

A matéria faz referência também à possibilidade do voto da Deputada Federal Clarissa Garotinho sobre a PEC do Teto de Gastos ter sido utilizado na negociação de apoio. No dia 22, o parlamentar  João Carlos Bacelar (PR-BA), que reconheceu ter mediado o encontro com Moraes, pergunta a Garotinho se pode “contar” com Clarissa, em referência à deputada, filha do ex-governador, que havia votado contra a proposta. Ressalta a matéria que, àquela altura, o projeto já havia sido aprovado em primeira discussão na Câmara dos Deputados, com o voto contrário de Clarissa. Garotinho sugere que a posição da deputada poderia mudar no decorrer das discussões.

Áudio: Bacelar confirma reunião e pede apoio na PEC:

 

Áudio:  Garotinho pede reunião com Corregedor da PF em Brasília; Bacelar oferece encontro com Ministro 

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Estado se “explica” ignorando fatos ocorridos este mês e tentando confundir sobre listas

A secretaria de Educação do Rio de Janeiro emitiu nota sobre a listagem publicada com o nome de mais de mil escolas públicas estaduais que foram extintas. Segundo a assessoria trata-se de fechamentos realizados nos últimos 40 anos pelo órgão e que, em sua maioria, são de unidades privadas. Sobre a resposta, publicada integralmente ao fim da postagem, é necessário fazer dois esclarecimentos:

Escolas extintas no passado: Na postagem “Estado sobre escola de Cambuci: ‘Sua escola acabou de acabar'”, são mostrados dois casos em que as medidas foram tomadas nesse mês.

a)  O fechamento do Colégio Estadual Professor Manoel Gonçalves Ramos Junior, em Cambuci, foi informado na última semana.

b) Também na semana passada, alunos e funcionários da Escola Estadual Leôncio Pereira Gomes, em São Sebastião, na Baixada Campista, realizaram uma manifestação contra a decisão de municipalizar da escola.

Além disso, têm as unidades de Ensino Supletivo, apontada pela coordenadora da Sindicato Estadual de Profissionais de Educação (SEPE-RJ), Graciete Santana, como uma das áreas mais afetadas pelas medidas. Várias unidades do Ensino de Jovens e Adultos indicadas no documento estava em funcionamento ainda neste ano, como é o caso das Escolas Estaduais Nilo Peçanha e João Pessoa, no centro de Campos.

A informação de que a maioria das escolas são privadas não muda o número de escolas públicas extintas: mais de mil. A lista que foi publicada no site, e que agora só pode ser vista no link do blog, trata apenas de escolas públicas. As escolas da rede privada foram enumeradas em lista separada divulgada na mesma página.

Por que tiraram do ar?

Por fim, temerária a atitude de órgão publico em divulgar um documento OFICIAL e depois tirá-lo do ar. Se não fosse o cuidado de publicar a lista em uma plataforma própria, ela não estaria mais disponível para consulta pública. Se a assessoria precisou de mais de 7 horas para conseguir explicar (de forma bastante questionável) a medida, que o fizesse sem precisar usar o artifício de tornar a página indisponível. Um leitor chegou a questionar a veracidade do documento, pois não estava em nenhum “site confiável”. Espero que a nota da pasta reconhecendo a existência da lista seja o suficiente para dar credibilidade a este blog.

Veja a nota oficial:

“A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) esclarece que a listagem informada refere-se a unidades escolares que foram extintas no passado – algumas na década de 1970 -, ou seja, não são novos encerramentos de atividades. Vale lembrar que, em sua maioria, inclusive, são escolas privadas. 

A publicação tem o intuito de atender a uma legislação federal que prevê a divulgação dessas informações de interesse público”

Leia também: Estado sobre escola de Cambuci: “Sua escola acabou de acabar”Governo do RJ informa o fechamento de mais de mil escolas estaduais

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Estado sobre escola de Cambuci: “Sua escola acabou de acabar”

A coordenadora regional do Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (SEPE-RJ), Graciete Santana, esteve há pouco no programa Folha no Ar Entrevista, do jornalista Rodrigo Gonçalves, para comentar a lista de escolas extintas divulgada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Ela contou que o fechamento do Colégio Estadual Professor Manoel Gonçalves Ramos Junior, em Cambuci, causou espanto, principalmente pelo jeito que foi comunicada a decisão.

— As pessoas ligaram para secretaria de Educação porque a escola não aparecia mais no sistema de rematrícula. A resposta foi a seguinte: “sua escola acabou de acabar” —, contou.

Segundo Graciete, essa é a única unidade completamente fechada na seccional do Norte Fluminense. O fechamento de turmas é o que mais afeta a rede, principalmente no ensino de Jovens e Adultos. Na visão da professora, “essa medida é para gerar um falso excedente de profissionais”.

Algumas unidades que aparecem na lista são instituições que foram municipalizadas e, portanto, a extinção é uma formalidade administrativa, segundo a professora. Na semana passada, alunos e funcionários da Escola Estadual Leôncio Pereira Gomes, em São Sebastião, na Baixada Campista, realizaram uma manifestação contra a decisão de municipalizar da escola. Ela já consta na lista divulgada ontem.

Veja a entrevista completa:

Imagem de Amostra do You Tube

 

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Governo do RJ informa o fechamento de mais de mil escolas estaduais

O site da secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro divulgou ontem uma listagem de escolas extintas com o nome de mais de mil unidades. Sem maiores informações sobre motivação e remanejamento de alunos e profissionais da rede pública, a planilha indica que 54 instituições de Campos dos Goytacazes deixaram de funcionar. Após a repercussão da postagem feita no blog, a página onde a lista foi divulgada saiu do ar. A medida atinge principalmente colégios das áreas rurais e unidades de ensino supletivo. (leia também: Estado sobre Cambuci: “Sua escola acabou de acabar”)

O blog entrou em contato com a assessoria de comunicação da pasta, que emitiu nota “explicando” o documento, mas ignorando fatos ocorridos este mês e tentando confundir sobre listas.

Observação: Muitos leitores estão mandando mensagens porque, em muitos casos, o prédio onde a escola funciona não será fechado, mas algumas atividades realizadas dentro dela, como o Ensino de Jovem e Adultos, por exemplo.

Em outros casos, segundo a coordendora do Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (SEPE-RJ),  trata-se de instituições que foram municipalizadas e, portanto, a extinção é uma formalidade administrativa.

Cumpre informar que a denominação “escolas extintas” é da própria secretaria de Educação, portanto, a classificação é da organização administrativa do órgão estadual.

Confira a listagem por município:

Escolas extintas – rede pública

Problemas – A crise na educação estadual fez com que o ano de 2016 fosse marcado por manifestações, ocupações e greves. Além das unidades de educação básica, a única universidade estadual de toda região norte e noroeste fluminense também está com dificuldades para se manter em funcionamento.

Seeduc-NF

Ocupação da Secretaria Estadual de Educação em Campos em junho deste ano

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Garotinho recebe alta do Quinta D’Or

O Hospital Quinta D’Or, para onde Garotinho foi transferido na última sexta-feira por decisão da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio, emitiu nota oficial informado a alta do paciente. O ex-governador agora irá cumprir prisão domiciliar até decisão do TSE. Conforme publicou o blog do Arnaldo Neto, Garotinho vai para o apartamento do Flamengo, não para “casinha da Lapa”.

Decisão – A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio determinou a transferência de Anthony Garotinho (PR), preso como líder do “escandaloso esquema” da troca de Cheque Cidadão por voto na última quarta-feira (16), de Bangu para um hospital particular na sexta. Luciana Lóssio decidiu ainda que, enquanto não for apreciado o pedido de liminar pelo plenário do TSE, Garotinho fique em prisão domiciliar.

Na quinta, por decisão do  juiz Glaucenir Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral, Garotinho foi levado do Souza Aguiar para o Complexo Penitenciário de Bangu. As cenas da transferência logo se espalharam por todo país, com direito a gritos do ex-governador, da esposa e da filha deputada.

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Nota oficial do Hospital:

“A direção do Hospital Quinta D’Or informa que o paciente Anthony Garotinho recebeu alta hospitalar na manhã desta terça-feira, dia 22/11, conforme orientação de seu médico assistente”.

 

 

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Linda Mara e Miguelito faltam a audiências das Aijes

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O Salão do Júri do Fórum de Campos recebeu hoje mais dois julgamentos de vereadores eleitos envolvidos em denúncias de irregularidades no Cheque Cidadão. A audiência de Linda Mara (PTC) aconteceu pela manhã e a do vereador Miguelito (PSL) na parte da tarde. Ambos os réus não compareceram.

A primeira testemunha do dia foi o Coronel da PM Luiz Fernando Leal, que atua no Grupo de Apoio à Promotoria (GAP). Ele comenta as diligências realizadas no curso da operação Chequinho. Ele conta que, a partir de maio, funcionários dos Cras contaram que foi solicitada a passagem de centenas, em alguns lugares milhares, de beneficiários sem passar pelos critérios legais do programa. O nome da então candidata Linda Mara apareceu juntamente com o de dois “cabos eleitorais” que agiam em nome dela. A testemunha revela também que foi identificada, em referência à Linda Mara, a palavra “habitação” em uma lista. O código foi encontrado em cartões, outros documentos e outras listas.

A segunda testemunha também é pertencente ao GAP. O sargento Maurício Santos afirmou que foram identificados dois cabos eleitorais da candidatos, “Simone” e o “Welligton”. Eles atuariam nas localidades de Três Vendas e Estrada do Veiga. Também foram ouvidas uma servidora que trabalha no apoio técnico de cumprimento de mandados e uma assistente social municipal que atua no Conselho Regional de Serviço Social.

Na parte da tarde, também foram ouvidos os agentes que participaram das ações de investigação da Operação Chequinho. Eles contaram em quais momentos o nome do vereador reeleito Miguelito surgiu nas diligências.

Nas duas situações, as defesas dos acusados abriram mão da oitava das testemunhas por elas indicadas.

Quatro já realizadas – Os primeiros a serem julgados foram Roberto Pinto (PTC) e Ozéias (PSDB), no último dia 8. As duas Aijes já estão conclusas para sentença. Dia 11 foi a vez de Jorge Rangel (PTB) e Jorge Magal (PSD). Até o momento, nenhum dos réus compareceu às audiências.

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