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Banca

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Duas bancas de graduação ontem (28/11) no Isecensa, na companhia do Drd. Maurício Calomeni e mestrando Márcio Bruno Carvalho, com os seguintes temas: (1) – O Efeito da Musculação associada ao Treinamento Mental e Estimulação Cerebral no Desenvolvimento do Bíceps Braquial; (2) – Fatores Motivacionais determinantes à Aderência de Alunos às Escolinhas de Futebol. Todos os dois trabalhos muitíssimos bem apresentados e de grande relevância social.

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Vamos voar?

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O que esportes como tênis, natação e atletismo tem em comum, além da prática física, que é inerente a todas as modalidades?

♦️⏩⏩⏩Eles necessitam, na sua essência, de foco de atenção, melhora do movimento, velocidade de reação, além das ótimas respostas para os problemas que surgem a todo momento, podendo definir o resultado final de uma prova.

♦️⏩⏩⏩Estamos hoje diante de uma eficiente ferramenta utilizada nos esportes, que é o treinamento cognitivo, indo muito além do treino físico.

♦️⏩⏩⏩Evidências científicas têm mostrado o efeito benéfico destas estimulações cognitivas em inúmeras formas de aprendizagem motora.

♦️⏩⏩⏩De uma forma tradicional, o trabalho feito para esta aprendizagem é exclusivamente pensado nas questões físicas do movimento, esquecendo o principal (o cérebro), visto que através dele toda e qualquer aprendizagem voluntária pode ser aperfeiçoada.

♦️⏩⏩⏩Procura-se hoje pesquisar e aplicar estes estudos nesta nova área da aprendizagem, que é o campo cognitivo, direcionado ao homem como um ser global e não unicamente físico.

♦️⏩⏩⏩Dentre estes estímulos cognitivos cito a Imagética Neural, método que tem se mostrado bastante eficiente em artigos cada vez mais publicados em revistas científicas especializadas.

♦️⏩⏩⏩Imagética Neural consiste num ato de imaginar um determinado gesto esportivo (como exemplo cito o arremesso no basquete), usando para isto suas duas modalidades: Visual e Cinestésica. ♦️⏯⏯⏯A 1ª corresponde a se ver realizando o movimento; a 2ª a sentir o organismo executando este movimento, ambos de uma forma imaginária e utilizando os mais variados órgãos dos sentidos.

♦️▶️▶️▶️Quando esta metodologia é executada em conjunto com o treino físico, os estudos mostram que os ganhos são superiores ao treinamento tradicional, que são quase sempre realizados de forma isolada.

♦️⏩⏩⏩Estes trabalhos são cada vez mais utilizados em modalidades de alto rendimento, facilitando e melhorando de sobremaneira a performance do atleta, podendo também o auxiliar durante as lesões esportivas, propiciando ao seu cérebro se manter em atividade.

Vamos voar? ✈️ prof. Ms Sc. Marcos Almeida Ⓜ️🅰️

Bem confuso

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O governo Temer parece bem confuso, apesar de eu defender a sua governabilidade. Ora a Educação Física vai sair do ensino médio, como toda a mídia nos falou durante o dia de hoje, hora vai continuar.

Parece que estão numa de sempre falar antes de pensar. Vamos acompanhando os fatos. Mais informações por aqui, em matéria do Jornal Nacional. Abaixo, matéria de hoje da Folha de São   Paulo. Bons treinos!14370142_1770997773173623_6516800805325176542_n

Parabéns!!!

imageParabéns para todos os professores de educação física pelo dia, especialmente os comprometidos que amam a profissão. Muita Saúde para todos. image

Leitura de domingo – Melhorando o corpo

sub-Y-17runningshoes1-articleLargeEsta minha breve reflexão discorre sobre questionamentos que sempre me fazem relacionado aos tênis de corrida.

Todos sabem do fascínio do corredor por este produto, já a sua relação com diminuição de lesões, vias pesquisas e praxis diárias, não refletem uma realidade muito positiva.

Muitas são as teorias que envovem o seu uso. Em texto anterior aqui, já tinha dado “uma bola” sobre este instigante assunto.

Já por aqui, via o NYT, corredor de elite que aderiu ao tênis maximalista  relata que a sua fascite plantar desapareceu.

Ele diz: “Quando eu vi pela primeira vez (os tênis maximalistas), eu pensei que seriam pesados, mas são incrivelmente leves. Minhas pernas estavam realmente relaxadas depois de uma longa corrida”.

Após este breve intróito, pergunto: Será mesmo?

A ciência vem tentando há anos diminuir lesões nos atletas, e estes produtos, os tênis maximalistas, assim como foram os calçados minimalistas, parecem ser a bola da vez do mercado.

Vale tentar, mas honestamente, pouco acredito.

Uma das empresas mais famosas deste seguimento, a Hoka One Onetem a preocupação de não vender gato por lebre, já escaldada em ações judiciais que sofreu a Vibram Five Fingers

Consciente destas ações a Hoka cuida para não fazer afirmações sem evidências, seguindo a linha que existem poucos estudos sobre a eficácia deste dito extremo amortecimento e etc.

Compartilho a idéia de um biomecânico do esporte, neste mesmo texto acima, que diz:

“É claro que o que está em seus pés é importante. Mas há uma grande quantidade de evidências que mostram que as pessoas que passam mais tempo melhorando seus corpos, ao contrário de compras de calçados, são os que vão correr melhor”.

Na minha opinião, para desfazer qualquer mal entendido relacionado a estes produtos, aos quais também gosto muito, reflito de 3 formas sobre eles.

A 1ª, é que são de fato importantes para o corredor, trazendo conforto e proteção; a 2ª, é que é sempre bom estar antenado com os últimos lançamentos, pois fortalecem o vínculo do corredor com o esporte, podendo motivá-lo ainda mais; e a 3ª,  realmente não evitam lesões (quem dera), podendo no máximo, ajudar em alguns casos.

Bom domingo a todos e ótimos treinos.

Será?

FullSizeRenderRoupas de compressão são eficazes para a recuperação da lesão muscular induzida por exercício? Promovem uma recuperação mais rápida da função muscular assim como também das dores musculares?

Resposta: muitos estudos e conclusões conflitantes. Pela experiência prática minha e de corredores da assessoria, nesta meia que virou uma “febre” entre os corredores, parece que temos alguns benefícios.

Ou seria somente efeito placebo?

Como dizia um antigo professor do mestrado, e que deixou marcas, a pergunta é mais importante que a resposta.

Bons treinos!

Efeitos do exercício físico intermitente de alta intensidade (HIIT) em variáveis relacionadas à Síndrome Metabólica

Este artigo diz respeito a correlação do exercício físico intermitente de alta intensidade (HIIT) relacionado a resultados positivos aplicados na Síndrome Metabólica (SM), que é conceituada como uma associação de diversos fatores de riscos metabólicos, como diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial sis- têmica (HAS), obesidade abdominal e dislipidemias (níveis elevados de triglicerí- deos (TG) e baixos níveis de HDL – colesterol), além da presença de resistência à insulina (RI).

Abaixo, breve fichamento. Para os que querem se aprofundar, artigo na íntegra aqui!

-Apesar de existirem dados consistentes sobre os efeitos decorrentes do treinamento de alta intensidade, informações sobre respostas agudas são relativamente limitadas, assim como parece que não existem artigos especificamente voltados à classificação e conceituação do que é o HIIT;

-Alguns trabalhos destacam que HIIT pode ser definido como exercícios de curta a moderada duração (10 s a 5 min) realizados em intensidades superiores ao limiar anaeróbio, fase estável do lactato e seguidos de pausas passivas ou ativas;

-A associação de estímulos anaeróbios e aeróbios parece promover melhor controle metabólico que as atividades aeróbias isoladas;

-Em conclusão, a partir deste estudo, observa-se que o HIIT pode ser relevante para a prevenção e tratamento da SM.

Bons treinos!

Retrospectiva 2013 (1)

Sem a intenção de escolher os melhores posts – diante da profusão este ano – mas sim os mais representativos. Na verdade todos tiveram a sua função informativa, motivacional, ou simplesmente assuntos aos quais gosto. Beleza, vamos a eles.

O primeiro, é sobre um treino numa trilha secreta. Começando 2013 bem acompanhado;

Seguindo, o segundo diz respeito ao 1º Desafio do Neném, servindo de inspiração para o do dia 14/01/2014;

O seguinte fala sobre o barefoot – a arte de correr descalço – com dicas interessantes para quem vai para o litoral;

Este fez um grande sucesso. Diz respeito A Lenda. Se não sabes, leia para entender;

Por aqui, o meu primeiro treino com as huaraches.

Se ainda está por aqui, este é sobre um pedal abençoado. Bem legal;

Este é fantásticol. Fala sobre o dia que esta figura foi xingado pelo juiz;

Vamos em frente. Esta era para ser uma homenagem a um grande profissional e virou homenagem coletiva. Relevante;

Maravilha. Voltando ao tema corrida, esta foi uma singela homenagem aos corredores da Golden Four Asics, a prova;

Exercícios concorrentes: Musculação x Corrida

Tema bastante controverso, estes artigos aprovam esta concomitância, portanto, podem ser realizados o seu treino de força e a sua corrida numa mesma sessão.

Treinar o aeróbio antes da musculação não prejudica o ganho de massa muscular, portanto, segundo um dos estudos, uma pedalada de 45 minutos antes, não interfere em nada o ganho de massa muscular. Para se aprofundar, artigo 1 via PubMed e mais este artigo, via também o muitíssimo conceituado, American College of Sports Medicine.

O meu posicionamento, seguindo artigos citados é que se é iniciante ou intermediário no treino de Força pode ser feito numa mesma sessão e se for avançado no trabalho de hipertrofia, com objetivos digamos, gigantescos, segue o protocolo de realizar sessões separadas.

Bons treinos!

Msc. Marcos Almeida

Condicionamento Físico para cardiopatas

Há muito se estuda os benefícios do exercício físico regular para indivíduos saudáveis. Existem relatos mostrando que desde a Grécia antiga os filósofos-médicos buscavam entender como o exercício melhorava a saúde das pessoas. Herodicus e Hipócrates, o pai da medicina, estabeleceram diversos compêndios de saúde e higiene. Já, a partir da Renascença, o número de estudiosos e de artigos que buscam entender o movimento humano cresceu tornando-se vasto nos dias atuais.

Os estudos que relacionam cardiologia e exercício físico começaram a se desenvolver somente no século XVIII quando o médico inglês William Heberden relatou os efeitos do exercício físico em um homem que sofria de angina, ou seja, “dor no peito” em decorrência da má irrigação de parte do coração. Contudo, da segunda metade do século XIX até a segunda metade do século XX o número de estudos foi pequeno. Ou seja, a pesquisa aplicada ao exercício físico e a cardiologia é historicamente recente.

Porém, devido à tecnologia e ao avanço do conhecimento biológico tem se disponibilizado informações suficientes para o desenvolvimento de um programa de condicionamento físico que seja efetivo e eficaz para esta população.

Hoje já podemos afirmar que um programa de condicionamento físico promove os seguintes efeitos benéficos:

–     Melhora da capacidade cardiorespiratória;

–     Aumento na quantidade de vasos sanguíneos nos músculos ativos;

–     Diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial em repouso;

–     Diminuição da freqüência cardíaca e da pressão arterial em exercício de baixa intensidade;

–     Aumento nos níveis do bom colesterol (HDL) e diminuição de triglicerídeos;

–     Diminuição da gordura corporal total;

–     Diminuição da gordura intra-abdominal (a mais nociva para o coração);

–     Melhora dos índices de glicose no sangue (glicemia), entre outros.

Além destes benefícios, o exercício também atua como fator preventivo para eventos cardiovasculares. Existe uma excelente associação entre níveis mais elevados de atividade física e menores riscos de morte por doença cardiovascular e por coronariopatia.

Se pensarmos exclusivamente em indivíduos que foram acometidos por algum problema cardíaco um programa de condicionamento físico promoverá os mesmos benefícios citados acima, além dos benefícios específicos para cada condição patológica.

A grande arte neste processo está na prescrição do exercício para este grupo de indivíduos. Primeiramente, o trabalho com esta população deve ser feito por uma equipe multidisciplinar (médicos, educadores físicos, fisioterapeutas, nutricionistas e etc.). Segundo, um bom exame clínico deve ser realizado para sabermos exatamente qual a condição que o nosso aluno(a) apresenta antes de iniciarmos a prática do exercício. Terceiro, determinar qual a fase de reabilitação o aluno está. Com as informações clínicas devemos pensar em quatro aspectos para a boa prescrição e execução do exercício físico:

1.     Tipo de exercício: o exercício a ser realizado durante a sessão de treinamento. Recomendam-se exercícios cíclicos (caminhada, ciclismo, remo, corrida, natação, entre outros) que envolvam grandes grupamentos musculares. Todavia, não se esqueça de um bom trabalho de alongamento e de fortalecimento muscular com pesos (assunto do próximo artigo).

2.     Freqüência semanal: no início do processo é preconizado duas a três sessões semanais, podendo, com o passar do tempo e com a melhora da condição geral do aluno(a), aumentar esta freqüência para até cinco ou seis vezes.

3.     Duração da sessão: a sessão padrão dura 60 minutos, subdividida em aquecimento (10 min), principal (20 a 30 mim), fortalecimento (10 mim a 15 mim) e final (5 mim). O tempo da fase principal é modificado de acordo com a condição clínica do aluno podendo durar mais de 30 minutos.

4.     Intensidade da atividade: a intensidade pode ser determinada por pelo menos duas metodologias. A primeira e mais recomendável, é a realização de um teste ergoespirométrico onde é possível avaliar de modo preciso qual a freqüência cardíaca máxima e mínima para o treinamento. A desvantagem deste método é o custo deste procedimento. O segundo método é por meio da fórmula de freqüência cardíaca de reserva de Karvonen:

 

FC treinamento = [(FCmáxima – FCrepouso) x % de intensidade] + FCrepouso

 

Trabalha-se inicialmente entre 50% e 70% da freqüência cardíaca de reserva para a execução dos exercícios aeróbios (cíclicos). Entretanto, deve-se levar em consideração possíveis queixas de angina, alterações de freqüência cardíaca e alterações de pressão. Um aparelho de monitoramento da freqüência cardíaca é muito útil durante a prática da atividade física para um melhor monitoramento da intensidade.

Vejam alguns benefícios da prática do exercício físico em patologias específicas:

Isquemia miocárdica: melhora da angina em repouso; melhora da capacidade funcional; aumento da capacidade do coração bombear sangue; melhora da perfusão do miocárdio.

Insuficiência cardíaca: ajuda a reverter disfunções nos vasos sangüíneos; aumento do consumo de oxigênio; melhora a produção de energia no músculo; melhora a função respiratória; melhora a musculatura respiratória.

Finalizando, posso afirmar que a prática regular de exercício físico (condicionamento físico) deve ser estimulada, não só na população saudável, mas principalmente em populações que possuem um problema cardiovascular. Busque sempre a orientação médica e de um profissional de educação física competente. Não perca mais tempo, comece hoje a sua rotina de exercícios físicos. Boa prática!

Prof. Daví F. M. Cáceres
Educador Físico /Personal Trainer (Cref: 041916-G/SP)
Especialista em Condicionamento Físico e Reabilitação Cardíaca – InCor HCFMUSP
davifmc@osite.com.br

Autor: Prof. Daví F. M. Cáceres
E-mail: davifmc@osite.com.br

Fonte: http://www.educacaofisicaa.net/2013/01/condicionamento-fisico-para-cardiopatas.html

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