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Por Antunis Clayton, em 23-03-2012 - 16h02
 Chico Anysio morre no Rio (foto: Agência Estado)
A televisão brasileira tem pouco mais de 50 anos de existência. Daqui a 450 anos, quando ela estiver comemorando 500 anos, o mais importante nome da TV brasileira nesse meio milênio será Chico Anysio, que faleceu neste 23 de março, aos 80 anos. O artista estava internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Chico foi muito mais do que o melhor dos nossos humoristas. Foi um verdadeiro mestre da Comunicação. Nós que militamos no meio e que tivemos a graça de ser contemporâneos dele, aprendemos muito de “entrelinhas”, “metáforas”, “sutilezas” e tantas outras coisas que ele conseguiu passar tão bem.
Quem sacou sua genialidade, frequentou sua escolinha. Saudades professor…
Por Antunis Clayton, em 01-03-2012 - 11h12
 Antonio Claudio Vianna, um dos mais importantes nomes da Comunicação em Campos
Acabo de ver no blog do Fernando Leite (e republico aqui) o convite para a Missa de 1 Ano do saudoso amigo e companheiro de prosas Antonio Claudio Vianna, no próximo dia 11 de março, às 19h, na Igreja Nossa Senhora de Fátima, no bairro do IPS.
Vamos todos lá, converter em oração as inúmeras alegrias que o “Velho Antonio” nos deixou.
Por Antunis Clayton, em 28-02-2012 - 15h56
 Copa do Mundo na Rede Globo até 2022
A Rede Globo garantiu com exclusividade os direitos de transmissão das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e de 2022 (Qatar). A informação já está publicada no site da Fifa. O contrato dá à Globo o direito de exibir o evento em território brasileiro com distribuição para todas as plataformas: TV aberta, TV fechada, internet e telefones celulares. A emissora já possui os direitos para a transmissão do Mundial de 2014 (Brasil).
Secretário geral da FIFA, Jérôme Valcke destaca que “a força e o poder de distribuição da Globo garantem que a competição será acompanhada pelo maior número possível de pessoas no território brasileiro”. Presidente das Organizações Globo, Roberto Irineu Marinho destaca a parceria de quatro décadas entre a emissora e a maior entidade do futebol mundial. “Por mais de 40 anos, Globo e Fifa desenvolveram uma parceria muito frutífera, que trouxe ótimos resultados para ambas as partes. Durante todos estes anos, a Fifa conseguiu fazer do futebol o esporte mais popular, com um grande público em todo o mundo”, destaca.
Neste ano, a Globo não realizará a transmissão dos Jogos Olímpicos (Londres), que serão mostrados pela Rede Record.
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Por Antunis Clayton, em 23-02-2012 - 21h28
Quem me conhece sabe que gosto mais das coisas de São Paulo do que do Rio de Janeiro. Acho que a cegonha errou na pontaria e me despejou nessas terras fluminenses quando na verdade eu deveria “cair” na Terra da Garoa. Gosto mais dos paulistas do que dos fluminenses e não escondo isso de ninguém.
Nesta semana, o episódio lamentável na apuração dos desfiles das escolas de samba de São Paulo evidenciou um dos pontos que nem mesmo o mais ferrenho defensor de São Paulo consegue defender no enfrentamento com o Rio de Janeiro. Aliás, devo admitir que as escolas de samba do Rio de Janeiro e o Cristo Redentor de braços abertos sobre a baía são exceção nessa minha pequena tese bandeirante.
No instante em que escrevo esse comentário, ouço pela Rádio Bandeirantes o jogo entre Palmeiras (o meu Palestra Itália) e um certo Oeste (de Itápolis). Um jogo que “não vale nada”, ou quase nada. O Verdão é um dos líderes do Paulistão (primeiro ou segundo, não sei ao certo) e esta primeira fase, com 20 clubes, é jogado nesse esquema de pontos corridos, classificando-se oito clubes para a fase mata-mata que decide o campeonato.
Devo admitir que o Campeonato Fluminense (que o povo do Rio de Janeiro, pouco informado como sempre, chama de Campeonato Carioca por pura falta de cultura) é mais inteligente no seu formato. Ontem (22/02), Vasco e Flamengo jogavam pelo Campeonato Fluminense e eu tinha ainda a possibilidade de ver pela TV o jogo entre São Paulo e Bragantino, pelo Paulista (Paulitano, se fosse só com clubes da Capital, entendeu pessoal do Rio de Janeiro? O campeonato de vocês é Fluminense e não Carioca).
Como o Vasco x Flamengo era um mata-mata, onde só um dos clubes iria pra final da Taça Guanabara, foi minha opção. Se assim não fosse, com certeza optaria por São Paulo e Braga. Essa reflexão pode ser estendida ao Campeonato Brasileiro, completamente sem graça desde que a CBF resolveu ignorar nossa cultura esportiva e iniciar esse lengalenga sem graça dos pontos corridos, quando perdemos um ano quase inteiro de jogos sem o menor apelo pra se conhecer um campeão mais justo. Quem gosta de Justiça é o Poder Judiciário e as faculdades de Direito. Quem gosta de futebol quer emoção.
Nisso, exceção notória, São Paulo perde para o Rio de Janeiro. Quem assina esse texto é cronista esportivo, integrante da Associação de Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj), por culpa da cegonha.
Por Antunis Clayton, em 28-01-2012 - 8h19
 Arnaldo Garcia na Folha
Arnaldo Garcia, o mais conceituado cronista esportivo em atividade na região, inicia hoje mais uma empreitada na área da Comunicação Esportiva, assinando na Folha da Manhã a coluna “Vibração da Galera”. Delegado da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado do Rio de Janeiro (Acerj), Arnaldo destaca que a coluna pretende dar maior visibilidade àquilo que acontece no cenários dos esportes amadores (olímpicos) de Campos. “Temos uma gama enorme de equipes e atletas, com resultados expressivos em nível nacional e internacional. Essa gente nossa precisa ser mostrada e, por isso, recebi com carinho o convite do diretor de Redação da Folha, Aluysio Abreu Barbosa”, ressalta.
Arnaldo iniciou sua carreira de comunicador em 1980, na Rádio Cultura (Campos-RJ), levado por Amaro Lírio e acreditado por Nicolau Louzada, Josélio Rocha e Antônio Carlos Paes. É um desses profissionais que acredita no trabalho e no princípio de justiça como ferramentas fundamentais para o sucesso. Colecionou boas passagens por emissoras importantes, com destaque para a Rádio Jornal do Brasil (Rio de Janeiro-RJ). Na JB, atuou ao lado de profissionais de ponta do rádio brasileiro, como João Saldanha, José Cabral e Sidnei Amaral. Teve ainda presença de destaque no rádio do Espírito Santo e de Minas Gerais. Atualmente integra a equipe de Esportes da Rádio Continental, do Grupo Folha da Manhã.
Por Antunis Clayton, em 26-01-2012 - 15h09
No dia 17 de outubro do ano passado, na grande marcha em defesa dos Royalties do Petróleo, liderada pela Prefeita Rosinha Garotinho e pelo Deputado Anthony Garotinho, este Valvulado esteve no Rio de Janeiro, acompanhando o Vereador Jorge Magal. Aproveitou o fato de estar na Cinelândia, de Canon em punho, para fotografar o Teatro Municipal, repaginado pela brilhante Carla Camurati, sua diretora. Num dos cliks, é o possível ver dois dos três prédios que desabaram na noite desta quarta-feira (25/01).
 Vista aérea do local (globo.com)
Por Antunis Clayton, em 17-01-2012 - 15h36
 Antes de afundar, reunião de corintianos
Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, ilustrada por foto de Rubens Cavallari, há quase dois anos, o Corinthians promoveu um cruzeiro usando o navio Costa Concordia para festejar seu centenário com torcedores e personalidades ligadas ao clube. O evento, chamado pelos corintianos de “Navio do Centenário”, aconteceu de 25 a 28 de fevereiro de 2010. A embarcação saiu de Santos e circulou pelo litoral brasileiro.
Agora, no litoral da Itália, o “Navio do Centenário” afundou, assim como a Libertadores, em 2010 e 2011. Aliás, a Libertadores 2011 encalhou no México, na vergonhosa derrota para o Tolima, ainda na fase pré Libertadores. Esse “Valvulado Palmeirense” sabe que a torcida do “Curintia” tem peso, mas não precisa exagerar.
Pra fechar uma pergunta: será que esqueceram o Ronaldo Gordo dentro do Costa Concordia?
Por Antunis Clayton, em 09-01-2012 - 21h32
 foto: Livio Campos (reprodução)
Certa vez, não consigo precisar o ano, mas corria a noite do dia 15 de janeiro e eu estava em Atafona, litoral de São João da Barra. A programação da festa de Santo Amaro previa uma apresentação da cantora Nana Caymmi, em Grussaí, diante da igreja do Padroeiro daquele outro balneário sanjoanense que tanto amo.
Estava com minhas filhas, que tinham idade bem mais tenra (hoje Morgana tem 15 e Lucia Helena 14 anos). Lembro-me perfeitamente que lhes disse que as levaria a um show de uma cantora toda especial e que, talvez, elas duas pouco entenderiam do seu cantar, mas que na fase adulta se orgulhariam de um dia ter visto o romantismo na voz de Nana, ainda que a idade diminuta não lhes possibilitasse compreender alguns versos que só os corações mais “machucados” sabem o que nos dizem.
Pois bem, fomos e Nana desfilou um repertório de primeiríssima qualidade, capitaneado pelos versos imortais de seu pai Dorival e do nosso maestro maior, Tom Jobim. Uma noite gravada na retina de quem gosta de qualidade.
Na noite desta segunda-feira (09/01) assistindo a um programa de televisão (Metrópolis, TV Cultura) acompanhei a uma entrevista de Nana, dizendo que pretende “dar um tempo na carreira”. Ela disse que não suporta mais o estresse dos aeroportos e da falta de estrutura, além do cenário atual em que vive a Música Popular Brasileira. Fez questão de dizer que ainda é possível encontrar algumas pessoas que reservam carinho especial por aquilo que é efetivamente produto cultural de qualidade, muitos deles motivados por uma didática que parte de pais e avós, mas que a grande maioria quer mesmo é seguir acompanhando aquilo que a mídia empurra pra dentro dos nossos sentidos não se importando se tem qualidade ou não, se será importante pra nossos jovens ou não. Com dignidade de filha de um poeta, ela garante que pretende abrir uma janela nessa decisão para cantar nas comemorações do Centenário de Dorival, em 2014.
Não posso garantir que minhas filhas um dia saberão diferenciar a poesia dos Caymmi de “Ai se eu te pego”, composta de frases idiotas de Michel Teló, que nem mesmo sei se podem ser chamadas de versos. Mas, fizemos aquilo que nos cabia (eu e Nana), naquela noite de lua cheia em Grussaí.
Bom seria que as direções da grande maioria das emissoras de rádio e TV do Brasil (exceções existem pra confirmar a regra) aproveitassem a renúncia corajosa de Nana Caymmi pra desligar seus transmissores ou então tomar vergonha e realizar aquilo que determina uma concessão (formação cultural e educacional de um povo), lançando na lixeira aquilo que produz o próprio Teló, Ivete Sangalo, Luan Santana, Paula Fernandes e Bruno & Marrone, entre outros.
Por Antunis Clayton, em 07-01-2012 - 23h11
   
Este “Velho Valvulado” admite que anda meio relaxado com este nobre espaço. No entanto, assessorando o Vereador Jorge Magal andou nas últimas tardes pelas bandas de Três Vendas e Sapucaia, localidades onde famílias inteiras sofrem pelo drama oferecido pela cheia do Rio Muriaé. Por lá, neste sábado, enquanto a chuva oferecia uma trégua e o sol se fazia nobre em beleza e praticidade, encontrou um canteiro de flores com teimoso contraste àquele instante de sofrimento.
Neto de uma flor (homenagem à Margarida logo abaixo), de Canon em punho, não poderia deixar que elas escapassem, afinal a mais bela das borboletas lhe soprou que o blog precisava de uma atualização. Como a poesia arromba a porta e não pede licença para a dor e sofrimento, aqui exponho flores e borboletas que pude eternizar.
(fotos: Antunis Clayton)
Margarida
Chora não, Margarida!
Volto já.
Precisam de mim; chora não, volto já.
Deixe o café quente sobre o granito.
Levo comigo seu malte amargo,
quebrado pelo açúcar;
ou cheiro bom da mistura.
Vou buscar um novo tempo.
Talvez melhor, mas sem a paz de sua calçada de remendos,
dos seus lençóis
ou mesmo da velha cadeira na varanda dos fundos.
Margarida, minha flor de pétalas alvas…
Chora não, to voltando.
Põe na mesa um bom assado,
cuja raspa mistura com farinha e alaga meu paladar.
Chora não, Margarida.
Estou aqui.
Me dê seu colo.
Vovó Margarida.
Por Antunis Clayton, em 20-10-2011 - 21h45
 "Nem patinho nem feio" Quero começar essa postagem ressaltando que entendo perfeitamente que esse espaço aqui não é um álbum fotográfico ou mesmo um diário familiar. Mas, tendo essa condição, não poderia deixar de externar um instante tão especial e singular vivido na noite desta quinta-feira (20/10).
Lúcia Helena, minha filha mais nova e filha da atriz Théa Bibiana, pisou pela primeira vez no palco durante estréia da peça “Nem patinho, nem feio”, uma montagem do grupo teatral do Curso Livre de Teatro da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, que tem coordenação de Maria Helena Gomes.
Quem conheceu Théa e puder ver Lúcia Helena no palco vai constatar semelhança quase mágica. Sua mãe sempre foi apaixonada pela Literatura, por História e pela arte teatral e chegou a atuar na Companhia Habeas Corpus, da Faculdade de Direito de Campos, onde cursou e se formou em Direito. Sob comando da professora Ana Beth Braga e Silva, foi atriz e assistente de direção em montagens importantes, como “Vestido de Noiva” (Nelson Rodrigues) e “Toda donzela tem um pai que é uma fera” (Gláucio Gil). Numa das montagens de “Vestido” pude dividir o palco com ela, mesmo estando patamares abaixo de sua categórica e brilhante arte de interpretar.
Bom, pra resumir, agora sou pai da atriz Lúcia Helena Arêas.
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