Missa solene e procissão marcam Dia de Santo Expedito

Procissão de Santo Expedito na Rua Tenente-Coronel Cardoso (foto: Antunis Clayton)

Procissão de Santo Expedito na Rua Tenente-Coronel Cardoso (foto: Antunis Clayton)

A comunidade da Irmandade de Santa Efigênia realizou, na manhã deste domingo (19/04), uma festa para marcar o Dia de Santo Expedito (das causas impossíveis). Depois da Santa Missa, uma procissão percorreu as principais ruas da cidade. (fotos: Antunis Clayton)

O álbum completo com as fotos da procissão pode ser visto AQUI no Facebook Antunis Clayton

Minha casa

casa minhaTenho o maior respeito e carinho pelo professor Fernando da Silveira, homem de conversa agradável e simpatia singular. Certa vez, numa entrevista, ele disse categoricamente que “o homem tem que amar a terra na qual nasceu”. Desta tese discordo, apesar do respeito que todos nós que gozamos do convívio com o professor Fernando lhe devemos.

Jamais morri de amores por Campos, apesar de respeitar e reconhecer as muitas ricas e importantes páginas da história dessa cidade, escritas por muitos homens que merecem meu respeito e reconhecimento público. Mas, o que sinto no peito não deixarei de colocar na ponta da língua ou no papel.

Ampliando para um horizonte maior, pouco tenho a reconhecer de valoroso no Estado do Rio de Janeiro. Nunca foi simpático com o povo fluminense, nunca vi graça no seu jeito de ser, além de observar o Rio como um Estado decadente, que vive em função daquilo que um dia foi, da pouca aptidão para o trabalho e desenvolvimento.

Nunca deixei de expressar o amor que tenho pelo povo e pela cultura bandeirante. São Paulo é uma terra que Deus não me deu a graça de dizer que é minha, mas acabei por adotá-la no fundo do peito, vivendo à distância aquilo que lá acontece como se estivesse acontecendo na terra em que nasci, de onde parti e nunca mais voltei.

Aí, o meu leitor deve estar com duas indagações oportunas. “Esse camarada já pisou em São Paulo, porque não se muda pra lá?” Eu respondo que não e posso até admitir que jamais pisarei e dificilmente prá lá irei. Tenho familiares (pai, mãe, irmãos), sou avesso à estradas (viagem pra mim só a trabalho, assim mesmo se não tiver outro jeito, turismo é uma palavra fora do meu dicionário). Portanto, acho que morrerei aqui onde o destino me jogou um dia, sem direito de escolha.

E o porquê de estar escreve isso tudo? Hoje a Sociedade Esportiva Palmeiras, um dos grandes amores da minha vida, cordão umbilical que enche meu corpo com o sangue da terra de Rita Lee e Adoniran Barbosa, inaugura a “nossa nova casa”, o velho Palestra Itália, de codinome Parque Antártica, transformado em Allianz Parque. Dizer que o novo estádio do(a) Palmeiras é o mais bonito e confortável do mundo pode provocar uma discussão interessante. Mas, com todo respeito aos nossos adversários (do Oiapoque ao Chuí), aqui em território nacional, nós palmeirenses não podemos perder tempo com esse debate. O Palestra Itália está acima de todas as demais praças de esporte do Brasil.

Dentro de campo, os resultados atuais não estão se mostrando grandiosos para o Palmeiras, não dá pra disfarçar a fase ruim no futebol. Mas, as glórias palmeirenses são muitas, o clube de futebol mais vitorioso no século passado já está no caminho de retomada das conquistas. O novo estádio dará ao Palmeiras a visibilidade necessária para que os investimentos venham.

Para fechar, um pensamento do sábio palmeirense Joelmir Betting: “Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… É simplesmente impossível!”

Como escreveu Moacyr Franco, “o amor é verde, branca a razão”.

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