Vitória épica mostra que ainda é possível

Triunfo alvinegro reflete a força adormecida do esporte campista (foto: Emerson Pereira/Divulgação AFC)

Triunfo alvinegro reflete a força adormecida do esporte campista (foto: Emerson Pereira/Divulgação AFC)

O assunto do dia no nosso universo esportivo é a classificação do Americano para a final do Campeonato Estadual da Série B em seu primeiro turno. Uma jornada épica, que remonta a tradição histórica do esporte campista e a força dos nossos clubes. Clubes de futebol, basquete, remo e de tantas outras práticas esportivas, clubes de cores diferentes: branco, preto, azul, roxo, rosa e ouro, entre tantas outras. Enfim, distintivos que mais do que a marca maior de uma agremiação esportiva acolhem e conduzem sangue e suor de uma gente que dedicou vidas inteiras para que nosso esporte jamais deixe de existir, contraponto com a prática de tantas aves de rapina, que meteram o bico onde não deveriam e somente usaram o esporte para benefício próprio. Que a vitória sirva de estimulo aos quadros sociais de nossos clubes, que a reflexão a respeito do quanto somos fortes (ainda) venha, que atitudes sérias sejam tomadas, que os verdadeiros apaixonados por nossos clubes entendam que “os homens de bem precisam ter a audácia dos canalhas” e não continuem se comportando como críticos passivos. Amar é verbo. O amor não deve ser dito e guardado. O amor é pra ser dito e praticado.

Os cinco gols do triunfo alvinegro podem ser ouvidos AQUI (CHIRBIT) na narrativa de Arnaldo Garcia (que aqui na Folha da Manhã assina a coluna “Vibração da Galera), pela Rádio Absoluta AM 1470.

Caso queira ouvir o jogo completo CLIQUE AQUI (CHIRBIT)

Duro de admitir, mas a pura verdade

Largada-em-Montreal-com-Mansell-Senna-Piquet-e-Prost-640x298Um dos maiores conhecedores do Universo do Automobilismo, o jornalista Flávio Gomes é um dos responsáveis pelo conteúdo do site Grande Premio (AQUI) e postou um artigo sensato tratando da decadência da Fórmula 1. Ele observa a paixão melancólica e nostálgica de um personagem com o qual me identifico: o cara com mais de 40 anos e que aprendeu a gostar das corridas de carro nos tempo de Villeneuve, Piquet, Senna, Prost, Mansell e tantos outros fenômenos das pistas.  Republico o artigo abaixo.

 

OLHEM PARA TRÁS

SÃO PAULO (desse jeito, morre) – Embora Bernie Ecclestone não admita, e pode ser apenas que não enxergue, dado o avançado da idade e da arrogância, a F-1 vive sua pior crise. Não, não precisam buscar no passado outras piores. Esqueçam. Crises anteriores eram bem específicas e muito midiáticas, tinham a ver com brigas políticas, como nos anos 80, quando alguns times resolveram peitar a FISA (o braço esportivo da FIA), ou segurança — depois das mortes de Senna e Ratzenberger, em 1994.

Eram, por assim dizer, crises “boas”. Todo mundo falava da F-1, os boicotes dividiam torcedores e fãs, as mortes chocavam e despertavam sentimentos e discussões. E havia ídolos, e eles eram bons.

A crise atual é de outra natureza. É a crise da indiferença.

Com índices de audiência caindo no mundo inteiro, minúscula participação da indústria automobilística, autódromos vazios, países desinteressados por GPs, poucos carros, pilotos inexpressivos técnica e pessoalmente, tecnologia incompreensível, corridas enfadonhas, a F-1 é, hoje, assunto para ninguém. Este é o seu grande problema: ninguém mais liga para ela.

O dinheiro continua sendo volumoso, porque ainda há gente disposta a gastar na F-1. Mas é cada vez menos, e por razões pouco nobres — basta ver a quantidade de países sem a menor tradição no automobilismo que ingressaram no calendário nos últimos anos. Abu Dhabi, Cingapura, Bahrein, Rússia, Índia, Coreia do Sul, Turquia e China desbancaram San Marino (OK, Itália, mas vocês entenderam), França, Portugal, Argentina, até a Alemanha corre o risco de perder seu GP porque não tem ninguém a fim de pagar a conta e assumir os prejuízos.

Estes novos GPs têm muito mais a ver com negócios do que com esporte. Basta ver que alguns deles, como Turquia, Índia e Coreia do Sul, já foram para o vinagre e estes países ficaram com o mico na mão — autódromos suntuosos e caríssimos que não servem para mais nada. E ninguém, nestes países, lamentou a perda de seu GP. Simplesmente se foram como chegaram, sem que alguém se importasse realmente. Falo do público, naturalmente. Quem botou dinheiro nessas pistas e corridas deve estar com vontade de matar um.

O grid de domingo em Melbourne foi das coisas mais deprimentes da história da categoria, mais até do que a corrida de meia-dúzia de carros em Indianápolis em 2005 — ali, outra crise midiática e ruidosa, a história dos pneus Michelin que podiam estourar a qualquer momento, foi notícia no mundo inteiro. Eram 15 alinhados na Austrália. Já se sabia quem ganharia. Já se sabia que a McLaren não faria nada. Dois abandonaram na primeira volta. Foram 90 minutos de nada acontecendo na pista. O mais rigoroso nada. Um espetáculo horrível. E aí?

Aí que, claro, ninguém quer ver um troço desses. A não ser, claro, os fãs de sempre, os antigos, remanescentes de outras eras, que se irritam profundamente com o que estão vendo justamente porque são… antigos. Porque já viram coisa muito melhor. Porque se apaixonaram por esse negócio no passado. E os mais jovens? Como convencer um garoto de 15 anos, um jovem de 25, um rapaz de 35 a ver um treco tão chato? Eles ouvem dos mais velhos que a F-1 era sensacional. Quando se detêm por alguns minutos diante da TV, assistem a algo que de sensacional não tem nada. Desistem antes de ensaiar qualquer aproximação. Têm coisa melhor para fazer durante uma hora e meia aos domingos. Internet, games assustadoramente realistas, Tinder, Facebook, Twitter, GoPro, Instagram, Snapchat. Não adianta. Eles não se conectam com algo que não lhes diz nada. Nem mesmo alguma relação com seus carros de rua, quando os têm, encontram. Automóvel, já escrevi sobre isso, não chega a ser um campeão de audiência para a juventude. É caro, gasta gasolina, paga imposto e seguro, não tem onde parar, não pode guiar depois de beber, é um estorvo.

E os personagens? Quem são esses caras aí? Pérez, Grosjean, Stevens, Magnussen, Kvyat, Ericsson, Verstappen, Sainz Jr., Nasr, Merhi, Van der Garde? De onde vieram, para onde vão, o que comem, o que pensam, onde vivem, como se reproduzem? Que diabos é uma Manor Marussia?

É evidente que a F-1 se descolou da juventude. É evidente que precisa angariar novos fãs. É evidente que não pode viver de quem tem mais de 40 anos, principalmente porque quem tem mais de 40 anos faz comparações com o que viu no passado, e é covardia colocar lado a lado essa turminha de desconhecidos aí em cima com Mansell, Piquet, Patrese, Senna, Prost, Berger, Alesi, Fittipaldi, Stewart, Hunt, Lauda, Peterson, Berger, Schumacher, Cevert, Scheckter, Villeneuve, Jarier, De Angelis, Andretti, Regazzoni, Jabouille, Arnoux, Depailler, Laffite, Reutemann, Pironi, Ickx, Jones, Boutsen… Da mesma forma como é sacanagem falar em Toro Rosso, Manor e Force India quando já se teve Brabham, Tyrrell, Ligier, Arrows, Shadow, Alfa Romeo, Renault, até a Minardi. E, assim, que tem mais de 40 anos já está perdendo, ou já perdeu, a paciência e está em outra, não gosta nem de ver o que existe hoje, para não ficar com raiva e excesso de nostalgia.

E é aí que quer chegar. Nostalgia e saudosismo não são necessariamente ruins. Ao contrário, é algo que todo mundo tem, do jovem de 15 anos, que lembra com carinho e ternura dos desenhos que via na TV e dos brinquedos que tinha aos 5, ao senhor de 70 que olha para trás e se lembra de tanta coisa boa por que passou – muita gente, aliás, tem saudade e nostalgia inclusive de tempos que não viveu. A memória afetiva não deve ser desprezada, em resumo. Coisas, lugares, marcas, cenários, sabores, imagens, sons, tudo isso faz parte das nossas lembranças, e não há mal nenhum em revivê-las — quantas vezes, e vindo de gente de todas as idades, já ouvimos a frase “no meu tempo que era bom”?

Se a F-1 foi boa, muito boa, no passado, talvez esteja no passado a chave para que ela renasça. A assertiva pode parecer simplória, mas tem muita lógica: os jovens de 15, 20, 30 anos gostavam da F-1 antes, e eram jovens como são jovens os que têm 15, 20, 30 anos hoje; se gostavam, é porque a qualidade do espetáculo como um todo era atraente; os jovens de hoje são tão jovens quanto eram jovens os de ontem, e se não gostam de algo que a juventude sempre gostou, é porque esse algo deixou de ser atraente. Não é culpa dos jovens, se é que me entendem.

Parece confuso, não? OK, é um pouco. Relendo o que escrevi, é quase incompreensível.

O que quero dizer é que se a F-1 agradava quem tinha 20 anos antes, não há motivo para que não agrade quem tem 20 anos hoje, a não ser que o produto que está sendo entregue seja uma porcaria, muito diferente daquele do passado.

E a F-1 de hoje não tem nada a ver com a F-1 do passado. É uma porcaria. Um amontoado de bobagens do ponto de vista técnico, protagonizado por personagens anódinos que produzem um espetáculo ruim. Simples assim: o espetáculo é ruim. Perdeu todos seus atrativos: o barulho, a variedade de marcas e modelos, os cenários clássicos e históricos, as cores, os personagens, a competição. E no mundo de hoje, com tantas alternativas de diversão e entretenimento, um espetáculo ruim só gera uma coisa nos mais jovens: indiferença. Os jovens não acham a F-1 chata, desinteressante, entediante, aborrecida. Eles simplesmente não acham nada. Nem sabem que existe. Não faz parte de seu mundo. É uma abstração, como um disco de vinil ou um videocassete.

Não é muito difícil fazer uma F-1 parecida com a do passado, de forma a reativar na mente e nos corações de quarentões e cinquentões a paixão que  ela despertou neles quando eram mais novos. Se se apaixonarem de novo, dirão aos mais jovens que estão apaixonados de novo. E esses jovens podem, por que não?, se apaixonar também por algo de que apenas ouviram falar, e nunca viram de verdade.

Para isso, é preciso simplificar as coisas. Deixar de lado esses motores incompreensíveis, por exemplo. V8 aspirados de 2,4 litros e barulhentos, que tal? Toda fábrica de automóveis é capaz de fazer motores V8 aspirados de 2,4 litros e barulhentos. Qualquer uma. Não custa caro. Muito menos do que se investiu nessas unidades de força que daqui a menos de dois anos serão apenas lixo tecnológico. O som dos motores, ainda que muita gente ache que isso é uma irrelevância, não é. Escutar um motor rugindo, machucar o ouvido, tremer na arquibancada à passagem de uma Ferrari, é experiência que só quem teve sabe o que é, e não pode ser descartada. É como proibir uma torcida de gritar “gol” num estádio. Não faz sentido. Câmbio padrão, com liberdade para escolher relações de marcha. Medidas fixas de comprimento, altura e largura e peso mínimo, e a partir disso cada um faz o que bem entender. Mais de uma marca de pneus. Uso limitado de túnel de vento. Asas dianteiras e traseiras sem apêndices. Fim da asa móvel. Limite de mecânicos em pit stops. Treinos de classificação na sexta e no sábado com soma de tempos. Warm up. Sim, warm up, tinha coisa mais legal do que o treino de domingo de manhã para quem chegava cedo aos autódromos? Possibilidade de fazer testes particulares em pistas que não estão no calendário, mas com limite do número de dias por ano. Venda de chassis do ano anterior para equipes menores. Teto de gastos. Aproximação dos pilotos com o público, sessões de autógrafos, motorhomes menos herméticos e paquidérmicos que custam um absurdo, a inutilidade mais cara do planeta, fim do esquema rígido de entrevistas coletivas, mais liberdade para essa gente falar o que quiser quando quiser, ingressos mais baratos, mais corridas em países tradicionais como França, Portugal, Argentina, Holanda, Suécia, Itália, Inglaterra.

Não é complicado. Basta querer. Mas é um modelo que nada tem a ver com o atual, exige ruptura e, sobretudo, apoio daqueles que, hoje, estão por cima da carne seca e terão de abrir mão da hegemonia que impuseram aos demais — hoje é a Mercedes, mas se eu escrevesse este texto três anos atrás, seria a Red Bull; dez anos atrás, a Ferrari.

Parece muito claro que no formato que a F-1 é disputada hoje, o destino é a morte lenta e melancólica, minguando a cada dia, sendo abandonada pelos velhos fãs e incapaz de seduzir novos. Hoje, tirando aqueles que se encantaram no passado e ainda têm esperança de que os bons tempos — terrível, o clichê, mas é o que temos pra hoje — voltem, ninguém mais liga para ela.

É a indiferença o grande veneno que está matando a F-1. O antídoto está lá atrás. É só olhar no espelho.

Caju: time do Botafogo é fraco, Campeonato do Rio tem pouca qualidade e René Simões é medroso

Caju, sem medo de ser crítico

Caju, sem medo de ser crítico

Paulo Cézar Lima, conhecido como Paulo Cézar Caju, foi um jogador de futebol tão polêmico quanto genial. Jogou nos quatro grandes clubes do futebol do Rio de Janeiro e integrou o grupo da Seleção Brasileira na campanha do Tri, em 1970, no México.

Depois de encerrar a carreira na década de 80, fez questão de manter a língua afiada e teor crítico nas palavras. Na tarde deste domingo, esteve no Maracanã onde acompanhou o clássico que comemorou os 450 anos do Rio de Janeiro e acabou com a vitória do Botafogo sobre o Flamengo por 1 a 0.

Ao final da partida, numa entrevista do repórter Zeca Marques, da Rádio Globo, não escondendo que ficou feliz com a vitória alvinegra, disse que o botafoguense não deve se iludir, já que o time é fraco. Frisou que o Campeonato Estadual do Rio é o mais fraco em termos de qualidade e técnica, além de dizer que o treinador Rene Simões é medroso e defensivo.

CLIQUE AQUI (CHIRBIT) e ouça a entrevista de Caju na Rádio Globo

Dia de Ano Novo

Imagem de Amostra do You TubeNa virada do calendário, dentro de poucas horas, muitas pessoas buscarão abrir caminho entre milhões de outras na tentativa de chegar à beira mar ou mesmo buscar um ponto mais interessante para ver a queima dos fogos de artifícios. Na contramão desse cenário, muitos estão absolutamente sozinhos e solitários, por falta de opção, por força de uma auto-deliberação ou por uma necessidade que não lhe permite outra opção.

Independente disso, como sugeriu o mestre Cartola, “o sol nascerá e é preciso sorrir e levar a vida”. Então, boa proposta é a poesia do grupo irlandês U2.

 

NEW YEAR’S DAY (U2)

DIA DE ANO NOVO (TRADUÇÃO)

Tudo está quieto no Dia de Ano Novo

Um mundo em branco está em andamento

E eu quero estar com você

Estar com você noite e dia

Nada muda no Dia de Ano Novo

No Dia de Ano Novo

Eu vou estar com você novamente

Eu vou estar com você novamente

Sob um céu vermelho sangue

uma multidão se reuniu em preto e branco

Braços entrelaçam os poucos escolhidos

E o jornal diz, ele diz

diz é verdade, diz é verdade e

nós podemos abrir caminho

Partido em dois nós podemos ser um

Eu começarei novamente

Eu começarei novamente

Oh, oh. Oh, oh. Oh, oh

Oh! E talvez o tempo esteja certo

Oh! Talvez essa noite

eu esteja com você novamente

Eu estarei com você novamente

E então nós fomos avisados disso em ano dourado

e o ouro é a razão das guerras que nós travamos

Ainda que eu queira estar com você,

estar com você noite e dia,

nada muda

No Dia de Ano Novo

No Dia de Ano Novo

No Dia de Ano Novo

O futebol perdeu a cor

futebol sem cor1.jpgAinda era bem menino (faz tempo isso) e se iniciava o ano de 1978 quando comecei a estudar na Escola Estadual 15 de Novembro. Morava em Guarus e começava a freqüentar as ruas do Centro de Campos sem a companhia dos meus pais, indo e vindo para a escola a cada manhã. Tinha, portanto, maior liberdade para observar personagens e paisagens, o que me pareciam muito interessante.

Sempre fui apaixonado por futebol e, com pouco mais de 11 anos de idade, fiquei completamente enamorado por um quadro na parede de uma de nossas casas lotéricas. Uma foto colorida, medindo aproximadamente 50x50cm, retratando um dos gols brasileiros na Copa de 1970, na vitória sobre o Peru por 4×2, marcado por Tostão, com ele se levantando de dentro da meta adversária, um dos zagueiros peruanos assistindo a comemoração e a bola ao fundo tendo a rede como cárcere eterno.

A foto, infelizmente, não encontrei na internet, mas se assemelha a esta que posto aqui para ilustrar. Tinha uma plástica encantadora porque valorizava mais a bola. Era uma foto em cores, com aquela bola enorme, quase em primeiro plano, com seu nobre preto e branco. Bola de futebol não pode ter outra cor, quem verdadeiramente gosta de futebol não tem o direito de colorir uma bola, mesmo sob argumento de evolução tecnológica ou iniciativa publicitária.

Infelizmente, aqueles dias não eram os dias das câmeras digitais, como hoje. Se fosse, como certeza, faria uma reprodução daquele quadro todos os dias. Sim, todos os dias, porque todos os dias aquele quadro era diferente, seu encanto enchia meus olhos, o que deve ter acontecido também com tantas outras crianças que passavam por aquela lotérica.

E o porquê de eu estar relatando isso aqui? A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), uma entidade administrada por gente que não gosta de futebol, a gente sabe disso faz tempo, acaba de anunciar a bola que será usada no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil de 2015. Uma aberração, uma anomalia, com as cores verde, amarelo e azul. Talvez tenta até certa coerência, já que a realidade do futebol brasileiro de hoje está muito distante da festa por um gol de Tostão. Acho até que uma bola fantasiada seja mais própria para jogadores que não conseguem passá-la para um companheiro diante apenas três metros, como é o caso dos “craques” que jogam as competições organizadas pela CBF.

Nossos meninos de hoje não precisam passar minutos de pé, em frente a uma loja, namorando uma bola estática num pedaço de papel preso na parede. Hoje contam com alta tecnologia, têm imagens de sobra (estáticas e em movimento), podem salvar e guardar nos seus computadores, compram as bolas coloridas com maior facilidade. Diferente daquele outro, que guardou uma bola em preto e branco na retina e esperou por ela no Natal.

Pra fechar, uma coincidência. No seu artigo de hoje, intitulado “Símbolo da decadência” e publicado AQUI na Folha de São Paulo, Tostão lamenta que “há mais de 20 anos o Brasil não tem um craque, meio-campista”.

Noite de premiação no Carnaval de Campos

foto reprodução: http://sshia-photography.deviantart.com/

Se meus cálculos estiveram precisos, já passa de uma década que não acompanho uma noite de desfiles carnavalescos em Campos. E durante alguns anos cheguei a militar na crônica carnavalesca, ao lado de verdadeiros ícones da área, como Josélio Rocha, Talvane Coutinho, Arnaldo Garcia, Wallace Oliveira, Silva Junior e Luis Augusto Barcelos, entre outros.

Sou crítico contundente em relação a tudo que fizeram pra acabar com o Carnaval de Campos (e conseguiram). O problema é que ás vezes pego pesado na crítica e tenho que fazer um esforço tremendo pra não descer ao nível da deselegância. E o lixo que se tornou o Carnaval de Campos não me deixa alternativa: ou me afasto, não vejo e fico sem ponto de observação crítica ou serei obrigado a falar aquilo que não quero e entrar em rota de colisão com pessoas que não falam a minha linguagem e com quem não estou com a menor vontade de estabelecer antagonismo ideológico.

Entretanto, devo reconhecer que nossa cidade ainda está cheia de Quixotes e no Carnaval não é diferente. Temos agremiações notáveis, históricas, emblemáticas. Dentro delas, homens valentes (dirigentes, operários, sambistas, compositores e intérpretes) que se empenham pra manter nosso Carnaval vivo, atitude quase heróica diante da Terra Arrasada,

Um desses homens é o professor e pesquisador Marcelo Sampaio, titular do site Carnaval de Campos, que realiza na noite de hoje a entrega da edição 2014 do Troféu Passarela do Samba, a maior e mais importante premiação do Carnaval Campista. O evento acontece na Academia Campista de Letras (interior do Jardim São Benedito), a partir das 20h.

CLIQUE AQUI e navegue pelo Carnaval de Campos.

email: antunisclayton@gmail.com

Dia das Mães

Este Valvulado e sua mamãe Valdcea

Num dia especial, pausa na série “Domingo é bola na rede” pra homenagear todas as mães do mundo.

CLIQUE AQUI (CHIRBIT) e ouça “Dia das Mães”, um belíssimo poema de Giuseppe Artidoro Ghiaroni, na voz de Gracindo Junior.

 

Memórias dos Anos de Chumbo

No seu programa de rádio desta segunda-feira (31/03), na Rádio Absoluta, Nilson Maria entrevistou o pastor evangélico Cláudio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS). Autor do livro “Memórias de uma guerra suja”, ele falou a respeito de sua atuação à frente da evangelização e sobre sua atuação durante o período da Ditadura Militar, quando trouxe corpos para Campos. A entrevista contou com a produção do jornalista Diego Machado.

O Programa Nilson Maria é apresentado de segunda à sexta-feira, entre 15h e 17h, na Rádio Absoluta (AM 1470).

CLIQUE AQUI e ouça a entrevista na íntegra.

 

Edmundo Animal esquecido pelo Palmeiras

Edmundo: pra mim, o Palmeiras é como uma mulher amada

Peça publicitária do Avanti (programa de sócio-torcedor da Sociedade Esportiva Palmeiras), falando de grandes ídolos do clube, simplesmente deixou de fora Edmundo, o Animal. Num tempo em que o Milan anuncia que vai demitir Seedorf por justa causa só porque seus resultados como treinador não agradam, Edmundo até que está com sorte. Qualquer dia, não será difícil, o bicampeão brasileiro será barrado no Palestra Itália. Reproduzo abaixo texto de email que encaminhei na manhã de hoje para esse tal de Avant e para o próprio Palmeiras.

Sou profissional de Comunicação e cronista esportivo do Estado do Rio de Janeiro (ACERJ 1476). No entanto, antes disso, sou palmeirense e observo o futebol de São Paulo muito superior ao futebol do Rio. Mas, não é a respeito disso que me sento ao computador para escrever o que segue. Escrevo sobre minha revolta e indignação a respeito da peça publicitária “Ídolos eternos do Palmeiras” que a Avanti está propagando na televisão, onde foi esquecido Edmundo, o Animal. Vocês devem estar de brincadeira, só pode ser isso. Aquilo deve servir mais pra rir que pra refletir alguma coisa. Qual foi a boçal agência que preparou aquela peça? Quem lista sete nomes da história do Palmeiras sem Edmundo deve ter seu cérebro analisado cientificamente. Quando vi o anúncio na TV estava pondo o prato e acabei perdendo a fome, tamanha revolta. Avisem a esse “gênio” pra não se esquecer do Pelé, caso seja contratado para trabalho semelhante no Santos (no Flamengo teve o Zico, no Inter o Falcão e no Corinthians o Sócrates). É lamentável por se tratar do clube que aprendi a amar ainda na infância, mas não vou me furtar de reproduzir esta indignação nos espaços onde tenho voz, sobretudo nos ambientes virtuais.

CLIQUE AQUI e veja a vergonhosa peça publicitária

email: antunisclayton@gmail.com

 

Criança precisa ser cuidada como criança

Patati & Patata, tratando crianças como crianças (foto: Antunis Clayton)

“Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3)

Voltar a ser criança, pelo menos por alguns minutos, de corpo e alma, é uma receita de felicidade. Na manhã de ontem (quarta, 13/11), na creche do Parque São Mateus, em Guarus, dirigida pela minha amiga Elangy Mayerhofer, pude acompanhar e participar de uma festinha infantil animada pela dupla Patati & Patata. Como nos velhos tempos, das brincadeiras e canções infantis, despoluídas, ingênuas, simples e encantadoras. Como pai e como alguém que não abre mão de “ser criança” sempre que possível, recomendo, muito bom.

e-mail para contato: antunisclayton@gmail.com

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