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Uma grande mentira

Com exceção de Quissamã — única referência de aplicação correta dos royalties do petróleo —, os municípios que recebem a indenização desde 1985 não tem do que reclamar, muito menos alardear em espetáculos populistas que postos de saúde e creches serão fechados, programas de geração de trabalho e renda suspensos e que as cidades irão a falência.
Mentiras deslavadas que não cabem no momento, em que se discute a redistribuição das quotas, proposta de emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro. Todos sabem que para a saúde, o ministério tem verbas específicas, a Educação idem e por aí afora. A dinheirama despejada mensalmente nos municípios não tem atendido ao longo dos anos, a sua real destinação: Saúde, Educação, Meio Ambiente, Infra-Estrutura e etc. O que vimos é o desperdício, a aplicação insensata e suspeita desses recursos.
Desde o primeiro repasse dos royalties do petróleo, os municípios já sabiam que o montante seria finito, e que o horizonte de viabilidade econômica se encurtaria com o decorrer dos anos. Ouvimos outro dia de uma cabeça iluminada na cidade que “Quem fez… fez, quem não fez vai ficar na água”. Para termos a resposta que tanto buscamos, como o porquê dessa redistribuição, basta observar nessas cidades beneficiadas com a indenização para constatar que nenhuma obra emergencial foi feita. Temos cidades que nem rede canalizada de esgoto tem e que ainda utiliza o sistema de fossas — prática condenada pela Organização Mundial de Saúde —, outras que aterram brejos e pântanos que deveriam receber tratamento especial para sua proteção e equilíbrio do planeta, e outras ainda que o caos hospitalar se agiganta a cada dia que passa e as estradas do interior estão abandonadas.
Até que tenhamos uma solução definitiva para o caso dos royalties, cabe a partir de agora, a sociedade organizada cobrar à aplicação correta dos recursos aos administradores municipais, que devem colocar em prática a tão propagada transparência dos gastos públicos, mostrando os valores e as obras que tanto o povo necessita. A compensação financeira pelos royalties não é um presente dado pela União, e sim a garantia de investimentos em cada uma das áreas dos municípios, para que o desenvolvimento e o progresso aconteçam de fato.
O dinheiro é do povo, e ninguém melhor que ele para saber onde está sendo usado, e não continuar sem respostas. As entidades civis têm a obrigação de cobrar informações dos governantes, que fazem com o dinheiro público o que bem entendem.

Na Pedralva

A poetisa sanjoanense, Sueli Sá tomou posse na tarde de sábado, como nova presidente da Academia Pedralva – Letras e Artes. Bastante concorrida, a solenidade aconteceu no Palácio da Cultura, e contou com a presença de diversos imortais também da Academia Campista de Letras (ACL). Sueli já tem vários projetos elaborados para a sua gestão, entre eles, o de apoio a novos autores.

A nova presidente, Sueli Sá na tarde de posse na Pedralva. (Foto: Carlos AA de Sá)

A nova presidente, Sueli Sá na tarde de posse na Pedralva. (Foto: Carlos AA de Sá)

Série Atafona (6)

Concurso

As inscrições online para o concurso aberto pela Prefeitura de São João da Barra, para a área de Educação vão até o próximo dia 30.
O concurso foi suspenso em janeiro deste ano por decisão judicial, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE), sob alegação de que as inscrições só aconteceram presencialmente, beneficiando moradores.
De acordo com o cronograma, a prova objetiva acontece no dia 23 de maio, e a homologação do resultado sai em 23 de setembro.
Os gabaritos definitivos saem no dia 25 de junho. Há 445 vagas para vários cargos, entre eles, inspetor de alunos e auxiliar de creche; professor I; professor II, pedagogo, bibliotecário, assistente social, nutricionista, orientador educacional, psicólogo, fisioterapeuta, musicoterapeuta, psicopedagogo, contador e supervisor de ensino.

Posse

A sanjoanense, Sueli Sá toma posse neste sábado, às 16h, no Palácio da Cultura, como presidente da Academia Pedralva – Letras e Artes.
Após a solenidade, haverá confraternização entre os acadêmicos.
Sueli é a mais nova moradora de Chapéu de Sol, e tem promovido encontros literários em sua casa nos finais de semana.

Planta medicinal

Técnicos da Universidade da Bahia avaliaram a composição mineral da Averrhoa bilimbi L., espécie frutífera da família Oxalidaceae, popularmente conhecida como biri-biri, bilimbi, limão-japonês e caramboleira amarela, encontrada em Chapéu de Sol.
Os resultados foram surpreendentes. Segundo eles, o extrato etanólico de folhas de biri-biri têm ação antidiabética, permitindo a diminuição de taxas de glicose em até 50%, bem como a redução de teores de triglicerídeos no sangue em 130%.
O suco da fruta é antiescorbútico com alto teor de ácido oxálico e vitamina C.

Fonte: André Pinto

Mais caras

As passagens de ônibus para São João da Barra subiram 6%, em média, na segunda-feira.
De Campos para Atafona, o valor passou de R$ 8 para R$ 8,50; Grussaí, de R$ 6 para R$ 6,50 e Barcelos, de R$ 3 para R$ 3,30.
O reajuste autorizado pelo Detro em dezembro do ano passado começou a vigorar no último dia 1º.

Monitorando

A Defesa Civil de São João da Barra está monitorando a situação na Baixada, em Atafona, onde a maré alta com a chegada da frente fria alcançou o quintal de várias casas na vila de pescadores.
Até o momento, não há informações sobre famílias desalojadas ou desabrigadas, nem riscos de novos alagamentos.
A Baixada foi construída em meados de 70, nas proximidades do manguezal “Piripiri”, para abrigar a comunidade pesqueira, que perdeu suas casas, com a investida do mar contra o antigo Pontal.  Com as mudanças climáticas, o mar tornou-se uma ameaça para os moradores, que ergueram suas construções em uma área considerada de instabilidade pelos estudiosos do fenômeno da transgressão.

Já normalizada

A luz elétrica que faltou hoje desde às 10h em parte de Atafona e Chapéu de Sol (São João da Barra) foi restabelecida no início da noite, mas precisamente às 20h.
Moradores e comerciantes se queixam das perdas, e lamentam os sucessivos transtornos causados pelo serviço, que segundo eles, merece investimentos pesados para corrigir os problemas, como queda de tensão, desarme de transformadores e frequentes apagões.

A Ampla informou que não há registros de desabastecimento nas duas localidades, mas garante que está apurando. Não está descartada, no entanto, pela concessionária, falhas isoladas.

Série Atafona (5)

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