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Folha Dois

Preparativos para Festa de Santo Amaro

Foto: Divulgação

A comunidade em Santo Amaro está se preparando para receber nos dias de festas romeiros que irão à igreja para agradecer as graças alcançadas por intercessão do santo que se tornou o padroeiro da Baixada Campista. São muitas as histórias de fé. Nesta segunda (9) acontece, às 18h30, a tradicional ladainha e, em seguida, às 19h30, missa que será celebrada pelo padre Fabiano Ferreira marcando o início do novenário.
— É uma expectativa muito grande para os festejos de Santo Amaro. Esperamos pelo dia maior (domingo) e no, momento, vivemos a expectativa dessa comemoração tendo em primeiro lugar nossa fé e a certeza de que com intercessão de Santo Amaro junto a Deus pai pedindo que estejamos sempreabençoados — disse Ivonete Machado, moradora da localidade.

Tradição que ultrapassa dois séculos, a devoção a Santo Amaro é um legado dos monges beneditinos que chegaram aqui em 1648. No entanto, a igreja, segundo registros nos arquivos do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, teve sua construção concluída em 1736, ocasião que se relata a primeira cavalhada na festa. Essa igreja com o tempo teve de ser reconstruída e, de 1739 a 1743 foi reformada e concluída de 1854 a 1857 já na atual edificação.

— Constam relatos que ouvi desde criança de um fato interessante. Uma imagem aparecia no local e era levada ao mosteiro em Mussurepe e aparecia no outro dia até que foi construída a igreja dedicada ao santo. Provavelmente essa imagem seja a primitiva que sai nas procissões e que ficou no altar até que em 1789 veio do Mosteiro carioca a imagem que se encontra à veneração dos fieis no altar da igreja em Santo Amaro — explicou o jornalista e assessor da Diocese de Campos, Ricardo Gomes.

Obra do escultor beneditino Frei Domingos da Conceição Silva, a imagem de Santo Amaro esteve no mosteiro carioca até que foi trazida para Campos. Em madeira policromada é uma das obras do escultor português que no Rio de Janeiro fez algumas imagens. No inventário realizado pelo INEPAC, esta imagem foi catalogada e representa uma das obras da arte sacra campista que se encontra preservada.

— Uma imagem que representa muito aos devotos, bem como a imagem menor que hoje sai nas procissões. Provavelmente, tenha sido trazida por Frei Fernando de São Bento, que veio do Rio de Janeiro para tomar posse das terras recebidas em doações. Quanto ao artista nada temos de informação, provavelmente o Frei Agostinho da Piedade que esculpiu outras imagens no mesmo período, sendo pouco conhecido — destaca Ricardo Gomes.

A imagem que segundo relatos foi a que implantou a devoção na região tem em si muitas histórias contadas e relatadas pela tradição oral. Um fato extraordinário é que a imagem aparecia no local onde foi construída a igreja. Provavelmente, antes do início da construção da capela primitiva ainda em taipá já existia a devoção ao santo. A lenda conta que a imagem era levada ao mosteiro pelos escravos e aparecia no outro dia no mesmo local. Isso aconteceu por anos e finalmente em 1733 foi iniciada a construção da igreja. Não foi encontrado registro do escultor dessa imagem, mas provavelmente seja de autoria de Frei Agostinho da Piedade.

— Desta forma inicia a devoção em Santo Amaro que é preservada por séculos. Um santo cuja devoção está marcada num contexto devocional popular com fortes expressões de ex-votos. Uma prática que se tornou tradicional foi a peregrinação que hoje forma o roteiro Caminho de Santo Amaro e que atrai fieis daqui de outros lugares da região e até mesmo de outros estados brasileiros — salientou Ricardo Gomes. (A.N.) (C.C.F.)

09/01/2017 11:17
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