Folha Digital Folha Digital
    Publicidade

Publicidade

Institucional

    Publicidade
    Publicidade
    Publicidade
    PublicidadePublicidade
Geral

Protesto e homenagens no adeus a taxista assassinado

Jhonattan Reis e Daniela Abreu
Fotos: Michelle Richa, Daniela Abreu e Reprodução


Homenagens e protestos marcaram o adeus ao taxista Paulo César Rosa Ferreira Júnior, de 37 anos, assassinado durante um assalto na noite dessa terça-feira (10), na estrada de Brejo Grande, em Campos. Nesta tarde, centenas de taxistas saíram da praça São Salvador em carreata até o cemitério Campo da Paz, onde foram realizados velório e sepultamento. Durante todo o dia, os taxistas circularam com fitas e balões pretos pendurados nas antenas e retrovisores dos veículos como forma de protesto e luto. 

Minutos antes do culto de corpo presente, na capela do Campo da Paz, taxistas saíram da praça São Salvador, passaram pelas avenidas XV de Novembro, José Alves de Azevedo, Alberto Torres e 28 de Março, além da rua dos Goitacazes, em direção ao cemitério. Viaturas da Guarda Civil Municipal (GCM) fizeram o controle do trânsito.

Na chegada da carreata, amigos e familiares estenderam faixas em solidariedade à família, pedindo penas mais duras para menores envolvidos em crimes de homicídio.

Na noite dessa terça (10), dois adolescentes — de 15 e 16 anos — foram apreendidos por suspeitas de envolvimento na morte de Paulo. Os menores teriam confessado o crime. Segundo a polícia, os dois vão responder por latrocínio, sendo que o de 16 anos ainda responderá por posse de arma. Eles teriam cometido o crime e levado dinheiro, um celular e um relógio de Paulo.

O crime - De acordo com a Polícia Civil, os menores teriam confessado que já saíram de casa com a intenção de cometer um assalto. Os dois chegaram a passar pelas proximidades da rodoviária Roberto Silveira e depois foram para a praça São Salvador, onde tentaram corrida com outros dois taxistas, que se recusaram por acharem os menores suspeitos.

Em seguida, os dois contrataram uma corrida com o táxi de Paulo César para a estrada de Santa Ana, próximo a Travessão. Quando o táxi chegou na altura de Guarus, um dos adolescentes anunciou o assalto. Os dois menores teriam pegado o dinheiro de Paulo, o taxista foi colocado no porta-malas, e um dos assaltantes assumiu a direção do veículo.

Também segundo a polícia, os adolescentes contaram que, no momento em que eles iriam fazer a libertação do taxista, ele teria reagido e os dois atiraram, sendo que um dos disparos acertou a cabeça de Paulo. Também havia perfurações no tórax. A perícia apontou que o taxista também sofreu pauladas no crânio. Os menores abandonaram o táxi e fugiram.

Já segundo a Polícia Militar, os adolescentes, após matarem Paulo, ainda teriam roubado o carro de um homem que passava pelo local e fugido, deixando o veículo minutos depois e fugido por um matagal. A PM foi acionada por pessoas que encontraram o taxista morto na estrada, realizou buscas e deteve os menores na localidade de Brejo Grande. Com os dois, os policiais encontraram dois revólveres calibre 38, além de dinheiro, um celular, um relógio e uma máquina fotográfica.

Os militares seguiram para a casa do adolescente de 16 anos, no Parque Jardim Aeroporto, onde encontraram outra arma. Eles foram apresentados junto com o material apreendido na 146ª Delegacia de Polícia (Guarus), onde o caso está registrado.

Pai comenta sobre o crime - Também taxista, Paulo César Rosa Ferreira, 60 anos, pai de Paulo Júnior, contou que recebeu a notícia ainda na noite de terça. “Está difícil, mas a vida segue. Perdi minha esposa, há quatro meses, e agora meu filho mais velho. Vou continuar cuidando da minha família. Tenho minha filha, de 35 anos, e um filho que completou 30, além de netos. Me lembro de quando meu filho começou a trabalhar com táxi, em 2003. Sempre foi muito dedicado”, disse.

Sobre a confissão dos adolescentes à Polícia Civil, ele comentou: “Justiça com as próprias mãos... Eu peço que, se tiver alguém com essa intenção, tire isso do coração. Hoje eu seria capaz de chegar diante dos jovens assassinos e tentar evangelizá-los, para que eles possam conhecer Jesus, ter o perdão de seus pecados e alcançar sua salvação. Seria capaz de chegar para eles e os familiares deles e fazer esse pedido, porque da justiça de Deus eles não ficarão livres. Talvez eles fiquem livres da justiça da Terra, porque são menores e daqui a pouco estão nas ruas. De repente, até eu possa ser assassinado por eles”.

Leia também: Dois adolescentes são assassinados a tiros em GuarusHomem encontrado morto com marcas de tortura no Cidade Luz e Dois jovens mortos na noite dessa segunda em Campos 



11/01/2017 14:33 - Última atualização: 11/01/2017 17:20
2 comentários para Protesto e homenagens no adeus a taxista assassinado
Julio Cesar Machado
12/01/2017 - 08h41

Eu tbm gostaria de evangelizá-los. Garanto que nunca mais cometeriam crime algum. Nossa situação atual é: "vida de gado, povo marcado, povo feliz". Povo desarmado, totalmente desprotegido, onde o Estado é incapaz de cumprir com suas obrigações. Os impostos não deixam de ser cobrados, mas os serviços que deveriam ser entregues à população...nada!!!

Marco
11/01/2017 - 17h36

Evangelizar o assassino do meu filho? até quando ficaremos passivo ante a violência que vem sofrendo? primeiro do Estado, que através da carga tributária e ausência na prestação de serviços essenciais, no aterroriza todo santo dia; depois, pelos bandidos, protegidos pelo Estado(direitos humanos) que nos assaltam, roubam, assassinam, etc.

Deixe seu comentário

Quantidade máxima de 350 caracteres