Folha Digital Folha Digital
    Publicidade

Publicidade

Institucional

    Publicidade
    Publicidade
    Publicidade
    PublicidadePublicidade
Política

Oposição passa de pedra para vidraça na Casa

Dora Paula Paes
Foto: Michelle Richa

Oposição combativa nos últimos quatro anos chega ao poder em Campos. O cenário é a Câmara Municipal de Campos. O fato é a vitória do novo presidente da Casa, o vereador Marcão Gomes (Rede), por 15 votos a 10, no primeiro dia do ano, após o grupo político que dominava o poder em Campos tentar sua última cartada, com a indicação do nome do vereador Vinicius Madureira para disputa. Marcão senta à mesa de presidente e, de um dia para o outro, tem seu papel modificado de pedra para vidraça. Hoje se desenha uma conjectura política, com a vitória no primeiro turno do prefeito Rafael Diniz (PPS). O presidente da Câmara junto com o próprio Rafael, Nildo Cardoso (DEM), Fred Machado (PPS) e, posteriormente, José Carlos (PSDC), literalmente, travaram uma verdadeira batalha, com a maior parte delas perdidas para o grupo rosáceo, que tinha como principal cabeça, o marido da ex-prefeita Rosinha e um séquito de aliados dispostos a cumprirem todas as ordens. A pergunta no momento é: E agora?

Segundo Marcão, o plano é fazer diferente. “Falo por mim, pelo Fred, pelo próprio prefeito Rafael, Nildo e até o Zé Carlos que está aqui do meu lado e foi vereador de oposição. Nós vamos dialogar permanente com a população. Acho que o grande diferencial proposto pelo nosso grupo político é a transparência e essa abertura conversando com as instituições e aceitando o controle social. O grupo que saiu do poder agia de forma ditatorial. Por diversas vezes nós propusemos projetos de lei que não vieram nem à pauta. Buscamos informações, sem respostas, porque eles se achavam donos da cidade. Como o prefeito Rafael diz 'não quero ser o dono da cidade, quero ser o prefeito da cidade’. No nosso legislativo, nós não queremos impor nada à população. Queremos construir um mandato ao lado da população. Essa aqui é a Casa do povo”, disse Marcão, ressaltando que no município de mais de 4 mil quilômetros quadrados de extensão, as necessidades são diferentes em diversos bairros e distritos e será preciso ouvir.

Na empreitada, a nova legislatura da Câmara terá do seu lado, inicialmente com muito gás, ex-aliados de longos anos do grupo de Garotinho, o vereador Abdu Neme (PR), primeiro secretário da Câmara, que se diz disposto a seguir esse novo modelo de gestão.
— É preciso evoluir politicamente e socialmente. O mundo está em constante evolução em pouco espaço de tempo. A política de 4 anos atrás, talvez, não caiba mais nos dias de hoje. Então a gente tem que entender que a população é muito mais exigente. Ela tem acesso a tudo e a todos online e isso faz com que todos nós políticos façamos reflexão: O que é melhor para a população hoje? Eu faço essa reflexão diariamente. Como tem que se dirigir a população do nosso município. De que forma? O que eles querem ouvir? E acho que estou aqui para contribuir e continuar construindo esse diálogo em prol da sociedade. Qualquer que seja o movimento político, a prioridade é a satisfação popular — afirma Neme.

Proposta é independência do poder

Nos últimos quatro anos, o Legislativo manteve uma relação estreita com a prefeita Rosinha, incapaz de dizer um não para qualquer que fosse seu pedido em forma de projeto de lei, encaminhado direto do Executivo. A derrota nas urnas, do candidato de Rosinha, Dr. Chicão (PR), também refletiu no Legislativo. Nas ruas e principalmente nas redes sociais, o povo aponta o que seria um dos maiores problemas para a crise instalada no município, principalmente, na área de Saúde, no caso, a subserviência da bancada de situação, que não exerceu seu papel de fiscalizador.

O novo presidente da Câmara, Marcão Gomes, enfatiza que esse não será um problema. “Não é porque você faz parte de uma base do governo que você é dispensado desse papel de fiscalizador. Todos os vereadores dessa Casa, independente da bancada que frequentem, podem exercer essa independência do poder. Vamos tentar colocar isso em voga, em pauta e tentar trabalhar nesse sentido”, disse.

Quanto à posse dos suplentes e possível dança das cadeiras com revés da Justiça, no caso dos vereadores eleitos envolvidos no caso do “Chequinho”, acusados de uso de programa social na eleição, Marcão diz que cumpriu fielmente determinação judicial no dia da posse. “Obviamente, existe a possibilidade jurídica de tudo isso modificar, mas, aí, já é uma batalha judicial que foge ao nosso poder. Cabe a cada advogado, a cada vereador travar sua batalha. Vamos estar aqui para dar fiel cumprimento ao nosso regimento interno", disse.

Primeira semana — Marcão disse que ainda não tem uma avaliação dos trabalhos realizados pela ex-mesa diretora. “Estamos mais preocupados em fazer a recomposição política da Casa. São 16 novos vereadores, nove permaneceram, mas nós temos uma renovação muito grande. Então estamos apresentando a Casa para esses vereadores”. Na última sexta-feira (6), ele também recebeu aprovados do polêmico concurso de 2012 para uma reunião e prometeu resposta até o fim do mês.

09/01/2017 11:00
8 comentários para Oposição passa de pedra para vidraça na Casa
Lucas
10/01/2017 - 18h50

O povo tem raiva dos políticos que eram do governo Rosinha, cara minha opinião se os vereadores votaram a favor do prefeito mostra que eles querem fazer pelo povo t certeza que um vereador sem o apoio do prefeito não fará um bom mandato, adimiro a coragem de enfrentar o garotinho e ficar do lado do povo parabéns Magal e Roberto Pinto, fizeram uma escolha

Luciano
10/01/2017 - 00h12

Monica e Wagner são fakes do grupo político passado. Vai ser uma luta dura nas redes sociais, impressionante a quantidade de mentiras que estão falando. Marcilene, Magal, Roberto são acusados de forma leviana, sem nada comprovado. Deixem o governo de Diniz começar, antes de atacar.

Wagner
09/01/2017 - 19h15

Concordo com a Mônica , alguns nomes que foram apresentados no governo nos fazem refletir melhor sobre essa verdadeira mudança , Magal ,Abdul Neme, Marcilene Dafron e Roberto Pinto ambos envolvidos com governos do passado e que nunca somaram nada para a população campista , vale lembrar que o Magal sempre fez parte do grupo rosaceo e se reelegeu com supostam

Dermeval Albernaz Crespo Filho
09/01/2017 - 17h10

Felizmente vejo a principio, um Governo quer seja Executivo e/ou Legislativo, que usa o Simples com o objetivo de ser Eficiente. SIMPLES: usar as leis e o regime Democrático. Que DEUS nos ajude e que Eles não mudem de Pensamento.

josiel
09/01/2017 - 15h44

boa sorte camará nova

michael
09/01/2017 - 14h46

O Abdu Neme desde o tempo de Mocaiber, nunca foi de oposição a governo nenhum.Ele está sempre do lado de quem estiver no cargo de prefeito, seja quem for.

Monica
09/01/2017 - 13h52

Esqueceram de colocar o nome de Roberto Pinto e Magal pois esses do chequinho faz parte dá mesa na câmara e já está com Rafael de Diniz parabéns Marcão e Diniz . Acabo de saber que Marcilene de Mocaiber estar no governo tbm nossa cidade não vai para frente nunca arrependido de ter feito campanha para vc Diniz!

Henrique
09/01/2017 - 13h18

Marcão merecidamente e o presidente da câmara o chefe de quadrilha armou pra Vinícius Madureira ser presidente da câmara quando ele vai toma vergonha na cara ser saber está derrotado ainda esqueceu do esquema do chequinho e Vinícius e outra dá sua turma tá envolvido vai vai mais até o final do anos acabou os pau mandado não ganha mais e corre o risco seres t

Deixe seu comentário

Quantidade máxima de 350 caracteres